Busca avançada
Ano de início
Entree

Efeito da melatonina endógena e seus receptores na maturação oocitária de camundongos

Processo: 14/00523-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2014
Vigência (Término): 31 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Pesquisador responsável:Cláudia Lima Verde Leal
Beneficiário:Hugo Fernandes
Supervisor no Exterior: Margarita L. Dubocovich
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Local de pesquisa : University at Buffalo (UB), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:12/13675-3 - A melatonina e seu efeito citoprotetor na maturação de oócitos murinos, BP.MS
Assunto(s):Biotecnologia da reprodução   Técnicas de maturação in vitro de oócitos   Oócitos   Melatonina   Camundongos

Resumo

Os avanços na produção in vitro (PIV) de embriões de várias espécies domésticas, ainda são inferiores aos níveis desejados, em especial em relação aos embriões produzidos in vivo. Evidências sugerem que a taxa de desenvolvimento da PIV de embriões está relacionada com a qualidade intrínseca do oócito e a etapa de maturação in vitro (MIV) parece desempenhar um papel importante entre os vários fatores que afetam esses resultados. A melatonina é um hormônio sintetizado na pineal e suas funções têm se mostrado mais diversas, como atividade antioxidante e antiapoptótica, além de influenciar diferentes vias de sinalização celular. A melatonina foi detectada em fluido folicular e seus receptores foram localizados em células da granulosa e oócitos. Estudos in vitro têm apontado efeitos benéficos de sua utilização na maturação oocitária e desenvolvimento embrionário. Ainda há poucos estudos sobre o papel da melatonina na maturação de oócitos em camundongos. Devido ao seu ciclo reprodutivo relativamente curto e menor custo de manutenção, é um excelente modelo amplamente utilizado para estudos in vitro e particularmente in vivo, que são bem mais demorados e custosos em espécies domésticas. Assim, o uso de camundongos como modelo experimental é interessante pelo fato de proporcionar resultados mais fisiológicos. Em mamíferos, a ativação de receptores de melatonina MT1 e MT2 são responsáveis pela modulação de várias funções fisiológicas. Com o potencial da melatonina em promover melhores resultados para PIV de embriões, é importante continuar a investigar as implicações funcionais desse hormônio na competência oocitária. Assim, a disponibilidade de linhagens de camundongo com "background" genético idêntico, porém "deficientes" ou "proficientes" na produção endógena de melatonina, fornecem o primeiro modelo para se testar a hipótese de que a melatonina endógena desempenha um papel na maturação oocitária e para a expressão de genes relacionados a atividade antioxidante e antiapoptótica. Portanto, para entender melhor o papel da melatonina, propomos estudar a participação da melatonina endógena e seus receptores na maturação in vivo de oócitos e na expressão de genes antioxidantes e relacionados à apoptose em complexos-cumulus-oócitos (CCOs). Para tanto, será investigado o efeito da melatonina endógena na maturação in vivo. Fêmeas de camundongo das linhagens C57 (deficiente e proficiente em melatonina endógena) serão superovuladas e após 14-16 h de maturação in vivo, os CCOs serão recuperados, e os oócitos e células do cumulus serão separados. Os oócitos serão inicialmente avaliados quanto a taxa de maturação (extrusão do primeiro corpúsculo polar - 1ºCP) e, em seguida, ambos (oócitos e células do cumulus) serão processados separadamente para análise de PCR (Bax, Bcl-2, GPx e SODs). No segundo experimento, será avaliado o efeito do "knockout" dos receptores de melatonina sobre a maturação in vivo. Fêmeas de camundongo da linhagem C3H normais e "knockout" para os receptores MT1, MT2 ou MT1/MT2 serão superovuladas e após 14-16 h de maturação in vivo, os CCOs serão coletados e processados para mesmas avaliações descritas para o experimento anterior. (AU)

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.