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Novos padrões de consumo imobiliário e estratégias das empresas incorporadoras em cidades médias: uma análise a partir de Londrina, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto

Processo: 14/02386-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2014
Vigência (Término): 31 de julho de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Maria Encarnação Beltrão Sposito
Beneficiário:Júlio César Zandonadi
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/20155-3 - Lógicas econômicas e práticas espaciais contemporâneas: cidades médias e consumo, AP.TEM
Assunto(s):Cidades médias   Geografia urbana

Resumo

A moradia é considerada um bem básico e indispensável para a vida na cidade e, no Brasil, para os estratos de renda médios e baixos, a residência é, normalmente, o maior investimento realizado por uma família ao longo de sua vida. Somado a isso, o bem imobiliário adquire características muito particulares, pois demanda uma determinada localização, que por sua vez é irreprodutível, sendo resultado das ações contínuas de estruturação do espaço urbano.O mercado imobiliário, sintetizado pelas ações dos agentes imobiliários, em particular o capital da incorporação, age constantemente na criação de novos produtos, e consequentemente de novos espaços, com vários diferenciais de acordo com seu público alvo. É um setor que se apropria cada vez mais propaganda como forma de garantir o sucesso de seus empreendimentos, promovendo a disseminação de um discurso em que são referenciados padrões ótimos de qualidade de vida, relacionado principalmente à segurança, contato com o meio ambiente, convivência familiar etc.No atual cenário econômico do país, as empresas incorporadoras atravessam um período de intensa produção e comercialização de residências, motivado em especial pela grande oferta de crédito imobiliário, em que o Estado é o principal promotor. Em decorrência disto, novas faixas de consumidores têm sido incorporadas ao mercado, promovendo uma maior diversificação dos lançamentos. Além do crédito abundante, um fator que tem reestruturado a organização destas empresas e sua atuação em meio às cidades, aumentando a complexidade de tais processos, é a abertura de seus capitais no mercado de ações, articulando tal problemática a outras escalas geográficas que não apenas a local.A partir de tais condicionantes mais gerais, o presente subprojeto de pesquisa busca referenciar e analisar o panorama sintetizado acima, focando a realidade de três cidades médias (Londrina, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto), que apresentam uma série de características particulares em relação aos espaços metropolitanos, demandando maior atenção e pesquisa, conforme a proposta do projeto maior no qual este se encontra inserido, a respeito dos novos processos de produção e consumo do espaço urbano.