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Efeito do treinamento de saltos verticais e do destreinamento sobre expressão de genes mitocondriais em músculo esquelético de ratos obesos

Processo: 13/27143-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2014
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Patricia Monteiro Seraphim
Beneficiário:Thais Batista Dutra
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Mitocôndrias   Músculo esquelético   Coativador 1-alfa do receptor gama ativado por proliferador de peroxissomo   Fisiologia   Obesidade   Sistema musculoesquelético

Resumo

O desejo de potencializar e perdurar ganhos fisiológicos ou o estado homeostático ideal do organismo remonta a períodos históricos da humanidade. Todo e qualquer tipo de estresse a que o organismo seja submetido causa adaptações, dentre as quais podemos citar o aumento do volume mitocondrial, com particular importância, aumento de expressão da proteína PGC-1a, que pode sofrer mutações pela temperatura, disponibilidade de nutrientes e tipo de treinamento ou destreinamento executado. Com a mudança comportamental do padrão alimentar, algumas doenças crônico-degenerativas, manifestam-se de forma sistemática, dentre as quais podemos citar, obesidade, diabetes tipo 2 e a resistência à insulina, as quais tem relação com estado inflamatório. O treinamento físico é uma ferramenta útil e barata para melhorar a captação de glicose em estado de resistência à insulina, pois ativa uma via independente da via insulínica para causar aumento de translocação de transportador de glicose para a membrana plasmática, através da proteína AMPK. O objetivo do presente estudo é avaliar o efeito do treinamento de saltos verticais com pesos e o destreinamento sobre genes envolvidos na captação de glicose e densidade mitocondrial, e na melhora da capacidade anaeróbia na musculatura esquelética de ratos Wistar. Os ratos serão divididos em 8 grupos: E - Exercício; OE - Obeso Exercício; S - Sedentário; OS - Obeso Sedentário; ED5 - Exercício Destreinado de cinco meses; S5- Sedentário de cinco meses; OED5 - Obeso Exercício Destreinado de cinco meses; OS5 - Obeso Sedentário de cinco meses. Após a seleção aleatória dos ratos nos grupos, os mesmos serão submetidos à intervenção de treinamento intermitente de saltos tipo jump squat, com lastros de peso nas costas por um período de 8 semanas e destreinamento por mais 4 semanas. Será coletado sangue para dosagem de acido lático a cada duas semanas de treinamento. Após o sacrifício os animais serão anestesiados com anestésico tiopental sódico e será extraído o músculo gastrocnêmio para quantificação de mRNA dos genes Prkaa2 (que codifica a proteína AMPKa2), Ppargc1a (que codifica a proteína PGC1a) e UCP3 através de RT-PCR. Para a análise estatística como forma de estatística descritiva serão utilizadas medidas de tendência central (valores de média) e de medidas de dispersão (desvios padrão). A análise de variância (ANOVA one way) será utilizada para analisar a existência de diferenças estatisticamente significativas entre as médias. A correlação momento produto de Pearson será o método estatístico adotado para atestar a existência de possíveis relações entre as variáveis analisadas. Diante de uma eventual distribuição anormal dos dados, os equivalentes estatísticos não paramétricos dos procedimentos citados acima serão utilizados. Independentemente do tipo de distribuição dos dados, valores de P inferiores a 5% serão considerados estatisticamente significantes. O software utilizado para a análise estatística dos dados será o SPSS, versão 15.0 (SPSS Inc, Chicago, IL).