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Modulação circadiana da sensibilidade periférica à insulina em camundongos desnutridos submetidos à dieta hiperlipídica

Processo: 14/03905-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2014
Vigência (Término): 31 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Everardo Magalhães Carneiro
Beneficiário:Fernando de Werk Moraes
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07607-8 - CMPO - Centro Multidisciplinar de Pesquisa em Obesidade e Doenças Associadas, AP.CEPID
Assunto(s):Ritmo circadiano   Dieta hiperlipídica   Desnutrição   Obesidade   Resistência à insulina   Modelos animais

Resumo

Diversas funções fisiológicas como ciclo sono-vigília, atividade locomotora e comportamento alimentar oscilam em ciclos de aproximadamente 24 h ou circadianos. Mamíferos são dotados de sistemas especializados de percepção do tempo que interagem com o sistema endócrino resultando num perfil circadiano de secreção hormonal, em especial a insulina, permitindo um fino controle temporal do metabolismo. O ritmo circadiano origina-se em células hipotalâmicas que compõem o núcleo supraquiasmático (SCN). Tecidos periféricos como o fígado, músculo e o pâncreas endócrino, também apresentam ritmicidade circadiana intrínseca, visto que esses tecidos regulam a periodicidade de expressão dos mRNAs relacionados com o metabolismo da glicose e lipídeos. Manipulações experimentais que interferem no controle circadiano do metabolismo aumentam a predisposição ao desenvolvimento de obesidade, resistência à insulina e dislipidemia. A nutrição adequada durante a gestação e início da vida pós-natal é crucial para o desenvolvimento e maturação do sistema endócrino. Estudos epidemiológicos apontam para uma correlação entre reduzida oferta de nutrientes, principalmente proteínas, durante a fase perinatal com o aparecimento de doenças crônicas na vida adulta como a obesidade e do diabetes mellitus do tipo 2 (DM2). Roedores submetidos a dieta hipoproteica na fase perinatal apresentam redução da secreção de insulina e aumento, porém transitório, da sensibilidade a esse hormônio. Recentemente nosso grupo caracterizou o perfil circadiano da secreção de insulina em camundongos desnutridos mostrando ausência do perfil oscilatório de secreção hormonal em resposta a diferentes estímulos ao longo de diferentes tempos circadianos. Essas alterações foram associadas com profundas alterações no perfil de expressão de genes do relógio nas ilhotas pancreáticas e em tecidos periféricos. Literatura recente aponta que além de oscilações no perfil de secreção de insulina, a responsividade a esse hormônio exibe oscilações circadianas. No entanto, ainda não se conhece o comportamento circadiano da ação insulínica no modelo de desnutrição proteica. Portanto, essa proposta possui como objetivo investigar o perfil de tolerância a glicose e sensibilidade a insulina ao longo de diferentes tempos circadianos em camundongos desnutridos submetidos a dieta hiperlipídica.

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