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Conectividade genética ao longo da costa brasileira: filogeografia comparativa de duas espécies de poliquetas com estratégias reprodutivas contrastantes

Processo: 14/01285-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2014
Vigência (Término): 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Antonio Carlos Marques
Beneficiário:Karla Paresque
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/50242-5 - Dimensões da vida marinha: padrões e processos de diversificação em cnidários planctônicos e bentônicos, AP.BTA.TEM
Assunto(s):Filogeografia   Características da população

Resumo

A conectividade, ou troca de indivíduos entre populações marinhas, tem sido um dos tópicos centrais nos estudos de ecologia marinha. A maioria das espécies bentônicas tem na fase larval dos seus ciclos de vida a melhor oportunidade para dispersar e, para estes organismos, a escala de distância de dispersão está diretamente relacionada com o tempo em que as larvas permanecem no ambiente pelágico, consequentemente, este tempo é utilizado para modelar ou estimar o potencial de dispersão e prever o grau de conectividade entre as populações. Por outro lado, processos oceanográficos físicos e o próprio comportamento das larvas podem atuar como barreira, alterando o fluxo gênico entre as populações. Diversos estudos têm apontado que o potencial de dispersão por si só não é um preditor perfeito para explicar a conectividade, já que algumas vezes as estruturas genéticas das populações marinhas são diferentes do esperado, quando analisadas suas respectivas histórias de vida. Neste estudo pioneiro, duas espécies de silídios serão utilizados como espécies-modelo para investigar a estrutura genética e geográfica das linhagens ocorrentes ao longo da costa brasileira e testar a hipótese que espécies com incubação (Sphaerosyllis densopapillata), sem fase larval, possuem uma maior estruturação geográfica dado o seu suposto baixo potencial dispersivo, ao passo que espécies com desenvolvimento indireto (Syllis pseudoarmillaris) teriam menor estruturação geográfica devido a presença de larvas livre-natantes, com potencial dispersivo maior. Com isso, teremos uma melhor compreensão dos processos evolutivos de cladogênese e diversificação das espécies na fauna marinha costeira do Brasil.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PARESQUE, KARLA; FUKUDA, MARCELO VERONESI; DE MATOS NOGUEIRA, JOAO MIGUEL. Branchiosyllis, Haplosyllis, Opisthosyllis and Trypanosyllis (Annelida: Syllidae) from Brazil, with the Description of Two New Species. PLoS One, v. 11, n. 5 MAY 4 2016. Citações Web of Science: 5.
PARESQUE, KARLA; FUKUDA, MARCELO VERONESI; SAN MARTIN, GUILLERMO; DE MATOS NOGUEIRA, JOAO MIGUEL. Amblyosyllis, Eusyllis, Odontosyllis, Perkinsyllis and Streptodonta (Annelida: Syllidae) from Brazil, with descriptions of two new species and new records for the country. Zootaxa, v. 4000, n. 3, p. 301-334, AUG 17 2015. Citações Web of Science: 2.

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