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Influência do gênero e do ciclo estral no reflexo auditivo de sobressalto em Ratos Wistar

Processo: 14/03890-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2014
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia
Pesquisador responsável:José de Anchieta de Castro e Horta Júnior
Beneficiário:Marina Galleazzo Martins
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Neurociências

Resumo

O reflexo auditivo de sobressalto (RAS) é uma reação motora rápida e intensa que resulta na contração da musculatura estriada esquelética da face e do corpo frente a um estímulo sonoro inesperado e de alta intensidade. O RAS é um reflexo acústico-motor desencadeado por estruturas do tronco encefálico, que está presente em diversas espécies de mamíferos, inclusive no homem. Ele apresenta uma série de modulações, como a inibição por estímulo prévio (PPI) que se caracteriza pela diminuição da amplitude do RAS quando o estímulo sonoro desencadeante é precedido por um estímulo de menor intensidade. As respostas de RAS e PPI podem ser avaliadas no homem e em modelos experimentais de forma não invasiva e têm sido utilizadas para a pesquisa básica e clínica já que apresentam um alto grau de homologia entre roedores e humanos. Além disso, encontram-se alteradas em diversas condições neurológicas e psiquiátricas que apresentam deficiências no processamento de informação sensório-motora. Em ratos, o RAS se manifesta como um movimento balístico, com o encurtamento do comprimento total do animal e aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, mediadas pelo sistema nervoso autônomo. No homem, sabe-se que existem diferenças na PPI relacionadas ao gênero, que refletem variações hormonais que ocorrem ao longo do ciclo menstrual. Entretanto, estudos em roedores mostraram-se conflitantes em relação às diferenças no RAS e na PPI entre machos e fêmeas, raramente mencionando as possíveis variações ao longo do ciclo estral. Em parte, isso se deve à frequente exclusão das fêmeas em estudos fisiológicos, farmacológicos e comportamentais no intuito de eliminar o efeito das flutuações hormonais, o que, algumas vezes, dificulta a utilização de dados prévios na literatura que sustentem os resultados experimentais em fêmeas e suas comparações em relação aos resultados obtidos no homem. Para avaliar a influência do gênero e das fases do ciclo estral no RAS e na PPI em ratos Wistar pretendemos estudar 10 machos e 20 fêmeas adultos, entre 100 e 150 dias de idade. Inicialmente, ambos os grupos passarão por um período de habituação com o experimentador e com as manipulações necessárias para avaliação do RAS, PPI e para coleta do lavado vaginal nas fêmeas. Na fase experimental, o ciclo estral das fêmeas será acompanhado diariamente, por meio do lavado vaginal, e os animais serão submetidos a sessões repetitivas de avaliação do RAS e PPI. Nas fêmeas, após cada mensuração comportamental, será coletada uma amostra de sangue para dosagem de estradiol e progesterona pelo método de ELISA. Finalizada a etapa de avaliação comportamental e após um intervalo de 15 dias, 3 machos e 3 fêmeas de cada fase do ciclo estral serão estimulados novamente em uma sessão para avaliação de RAS e PPI, e, após 1 hora, serão perfundidos para posterior processamento imuno-histoquímico para evidenciação da proteína Fos em núcleos participantes do circuito neural do RAS e da PPI. Desta forma, pretendemos relacionar o gênero e a fase do ciclo estral das fêmeas com a mensuração comportamental do RAS e PPI, os níveis hormonais de estradiol e progesterona e a ativação neuronal dos núcleos do tronco encefálico envolvidos com esse reflexo. Os resultados desse trabalho serão importantes para estudos que utilizem o RAS e a PPI como ferramentas para avaliação de déficits na integração sensório-motora e para aprimorar o delineamento de futuros estudos translacionais.

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