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Fluxos e re-fluxos do poder: história e cultura política Herero no sudoeste africano

Processo: 14/01637-5
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2014
Vigência (Término): 30 de abril de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Omar Ribeiro Thomaz
Beneficiário:Josué Tomasini Castro
Instituição Sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):16/19531-4 - Articulando legitimidade: poder, cultura e sociedade, BE.EP.PD
Assunto(s):Antropologia política
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Antropologia em contextos africanos | Antropologia Política | Autoridades tradicionais africanas | Cultura Política | Namíbia - Hereros | Poder | Etnografia de contextos africanos

Resumo

O objetivo deste projeto é proceder à investigação da história e dos dilemas da cultura política Herero na Namíbia, um pequeno país do sudoeste africano. Tendo no passado vivido em pequenos grupos seminômades, relacionados entre si através de uma complexa rede de relações patri e matrilineares, sua história é comumente analisada pela perspectiva de processos que, ao redor do século XVIII, teriam catalisado a gradual e sempre disputada centralização destas comunidades ao redor de um pequeno número de chefaturas. Desde então, passando por um breve período colonial debaixo do império germânico (1884-1914), um longo e singular período sob o controle da administração da antiga União Sul-africana (1914-1990) e a mais recente inserção ao Estado independente da Namíbia, seu pensamento político têm sido abordado através de uma insistente dualidade entre "tradição" e "política", que ignora o caráter fluído dessas categorias e cujo limite maior é não saber como lidar com o contínuo fluxo e re-fluxo do poder das lideranças Hereros hoje. Querendo contribuir para análise destes fluxos, este estudo pretende abordar os idiomas e as práticas do "poder" Herero através de três perspectivas complementares: a mistificação do poder, chamando atenção à interação dinâmica entre cultura e poder; a geografia do poder, que faz referência a sua circulação através de uma rede de vários tipos de relações sociais, bem como à relação entre poder e território; e a sociabilidade do poder, que atende às várias maneiras pelas quais chefes e conselheiros fazem seus "poderes" relevante ou não em distintos contextos sociais. (AU)

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