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Michelangelo romântico, entre a literatura e a crítica de arte

Processo: 14/05222-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 15 de agosto de 2014
Vigência (Término): 14 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Fundamentos e Crítica das Artes
Pesquisador responsável:Luiz Cesar Marques Filho
Beneficiário:Renato Menezes Ramos
Supervisor no Exterior: Neville Rowley
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : École du Louvre, França  
Vinculado à bolsa:13/01681-1 - Melancolia, heroísmo e fracasso: a recepção do mito michelangeano no Século XIX, BP.MS
Assunto(s):História da arte   História da cultura   História contemporânea   História moderna   Literatura francesa

Resumo

O objetivo central deste projeto é investigar como se deu a recepção do mito michelangeano no século XIX na França, a partir de três eixos temáticos: melancolia, heroísmo e fracasso. Michelangelo, entre 1830 - ano em que Delacroix escreve mais uma de suas biografias - e 1875 - quando Rodin viaja a Itália por ocasião das comemorações do quarto centenário de seu nascimento -, tornava-se não apenas tema recorrente na produção artística francesa, mas também passava a exercer grande fascínio entre os artistas daqueles tempos. Ao mesmo tempo, o interesse crescente pelo Renascimento Italiano e o empenho em criar um corpus historiográfico de abrangência do século XV até o século XIX estimulou a produção de biografias de artistas, entre as quais se inclui também a de Quatremère de Quincy. Ademais, a leitura das fontes renascentistas foi capaz de assimilar e cristalizar a imagem de um Michelangelo obsessivo por sua própria imagem, autor de muitas autonarrativas, a começar pela biografia condiviana, suposta autobiografia. Com base nessa produção artística e literária referida, o núcleo deste projeto consistirá na reflexão de como a imagem de Michelangelo pensieroso passa a transitar entre a representação do gênio incompreendido, do artista fracassado diante da interminabilidade de suas obras e de um precursor do dandismo. (AU)