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Apreçamento de ativos, liquidez e sincronicidade dos preços das ações

Processo: 14/01653-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de agosto de 2014
Vigência (Término): 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Administração - Administração de Empresas
Pesquisador responsável:Francisco Henrique Figueiredo de Castro Junior
Beneficiário:Francisco Henrique Figueiredo de Castro Junior
Anfitrião: Andrew Ang
Instituição-sede: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Columbia Business School, Estados Unidos  
Assunto(s):Finanças   Ações (finanças)   Sincronicidade   Mercado financeiro

Resumo

O tema principal de pesquisa durante o estágio pós-doutoral é a investigação da sincronicidade dos preços das ações e como esse construto proporciona sinais ao mercado financeiro de forma a ajudar o tomador de decisões no processo de alocação de recursos e decisões de investimento. O conceito de sincronicidade aqui adotado é o desenvolvido por Roll (1988) e Morck, Yeung e Yu (2000). Conforme Morck et al. (2000), as taxas de retorno das ações das empresas refletem as novas informações disponíveis e estas podem ser informações no nível do mercado ou no nível da empresa. Os achados de Morck et al. (2000) indicam que os preços das ações em economias com maior PIB per capita movem-se de maneira relativamente não sincronizada. Já nas economias de PIB per capita mais baixo, os preços das ações tendem a subir e descer em maior sincronia. Isso sugere que menos informação específica no nível das empresas é produzida e que as taxas de retorno reagem mais aos movimentos da economia como um todo. A razão para este achado, conforme os autores, é que em economias emergentes o nível de proteção aos direitos de propriedade privada são em geral menores ou mais incertos. Além disso, eventos políticos e rumores são responsáveis, em grande parte, por movimentos nos preços das ações. Conforme Chan e Hameed (2006), a falta de informação específica no nível das empresas em mercados emergentes pode ser atribuída a diversos fatores. O primeiro deles seria a baixa quantidade de regulamentações (ou baixo nível de aplicação das regulamentações existentes) que garantam uma maior divulgação de informações. Adicionalmente, há um baixo nível de divulgação voluntária de informações, implicando em uma baixa transparência das informações para o mercado. Outro fator é que muitas das empresas em mercado emergentes são empresas com características familiares e, em geral, é mais difícil obter informações destas empresas. Jin e Myers (2006) analisam a relação entre transparência corporativa e sincronicidade das taxas de retorno das ações e encontram que em economias mais transparentes, onde a informação específica das empresas é mais disseminada para o mercado investidor, o nível de sincronicidade é mais baixo.A sincronicidade também tem relação com a liquidez em bolsa das empresas. A liquidez, contudo, não é uma variável diretamente observável. Um dos determinantes da liquidez das ações das empresas é a volatilidade. Chan et al. (2013) argumentam que um aumento na volatilidade das taxas de retorno das ações implica que os provedores de liquidez enfrentarão maiores riscos de seleção adversa devido a uma maior possibilidade de negociação com investidores informados. Como resultado, a maior volatilidade dos preços dos ativos leva a uma menor liquidez dos ativos.A sincronicidade dos preços das ações mede a proporção da volatilidade sistemática relativa à volatilidade total (também chamada de volatilidade idiossincrática). Os primeiros estudos que relacionaram volatilidade à liquidez das ações não faziam distinção entre volatilidade sistemática e volatilidade idiossincrática (Stoll, 1978, 2000; Ho & Stoll, 1981). Por sua vez, a liquidez é um fator de risco importante e modelos de apreçamento buscam explicar como o risco de liquidez afeta os preços dos ativos (Amihud, 2002; Amihud & Mendelson, 1986; Pastor & Stambaugh, 2003; Bekaert, Harvey & Lundblad, 2007). A abordagem que se pretende utilizar nesta pesquisa será como a de Acharya e Pedersen (2005), em que os agentes da economia são avessos ao risco e transacionam ativos cuja liquidez varia aleatoriamente no tempo. O modelo utilizado é como um CAPM ajustado por liquidez. Neste modelo, a taxa de retorno esperada de um ativo aumenta quanto maior a iliquidez e quanto maior for seu beta (agora líquido dos efeitos da liquidez). A expectativa é que esse modelo ajustado se saia melhor que o CAPM tradicional. (AU)

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