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A associação entre traumas na infância, funcionamento cognitivo e morfologia cerebral em pacientes com transtorno bipolar tipo I

Processo: 14/03233-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2014
Vigência (Término): 30 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia do Desenvolvimento Humano
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Ricardo Alberto Moreno
Beneficiário:Danielle Soares Bio
Instituição-sede: Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neuropsicologia   Neuroimagem   Transtorno bipolar

Resumo

Introdução: Os pacientes com Transtorno Bipolar (TB) apresentam altas taxas de abuso na infância (30% a 50%) e déficits neuropsicológicos marcantes (atenção, velocidade de processamento, aprendizagem verbal, memória e FE). Os déficits cognitivos e a exposição a traumas na infância têm sido associados com pior evolução clínica, pior prognóstico, prejuízo no ajustamento psicossocial e prejuízo no funcionamento global. Considerando que os cuidados parentais inadequados e as experiências traumáticas podem afetar a neuroplasticidade e o neurodesenvolvimento, é válida a investigação sobre a associação entre as experiências traumáticas vividas na infância e a cognição dos pacientes com TB. Objetivo: Investigar se o perfil cognitivo e a morfologia cerebral de portadores de TBI jovens se diferencia de acordo com a exposição ou não a abusos e/ou negligências na infância. Método: Trata-se de um estudo de caso-controle, no qual serão considerados casos aqueles pacientes com TBI eutímicos e com comprometimento cognitivo severo ou alterações na morfologia cerebral (n=41) e serão considerados controles aqueles pacientes com TBI eutímicos e comprometimento cognitivo leve ou sem alterações na morfologia cerebral (n=41). A presença ou ausência de exposição a traumas na infância será definida a partir da nota de corte do Questionário sobre Traumas na Infância (CTQ) e a gravidade do comprometimento cognitivo e a presença ou ausência de alterações na morfologia cerebral serão estabelecidas a partir da comparação dos resultados encontrados nos pacientes com TBI jovens e dos encontrados em sujeitos sem patologia psiquiátrica (n=82). Os sujeitos terão idade entre 18 e 40 anos e serão atendidos no ambulatório do Programa Transtornos Afetivos (GRUDA) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Ipq-HC-FMUSP). Os sujeitos serão avaliados clinicamente, por um médico psiquiatra especializado em transtornos do humor e com treinamento específico para a aplicação dos instrumentos diagnóstico e sintomatológico, quanto ao preenchimento dos critérios de inclusão. Na sequência, serão esclarecidos os objetivos e procedimentos da pesquisa e os pacientes receberão o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Após assinatura do mesmo, os sujeitos serão submetidos aos instrumentos acima descritos em um único encontro, com duração aproximada de três horas. Os instrumentos serão aplicados por um psicólogo com especialização em neuropsicológica. Após a avaliação neuropsicológica, os sujeitos serão encaminhados para a realização da ressonância magnética no Instituto de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. (AU)