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Estratégias de pequenos agricultores livres de cor perante a expansão dos engenhos de açúcar escravistas em Campinas: 1779- 1836.

Processo: 14/01016-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2014
Vigência (Término): 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Robert Wayne Andrew Slenes
Beneficiário:Laura Candian Fraccaro
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):15/22295-8 - Estratégias de pequenos agricultores livres de cor perante a expansão dos engenhos de açúcar escravistas em Campinas: 1779- 1836., BE.EP.DR
Assunto(s):Escravos   Liberdade   Mobilidade social

Resumo

A expulsão de pequenos agricultores na fronteira mercantil por grandes senhores escravistas, orientados para a exportação, é um tema clássico na historiografia brasileira. Mesmo assim, há poucos estudos de história social que procurem abordar a questão, e pouquíssimos que tentem enfocar a análise nas perspectivas e estratégias dos pequenos produtores. O presente trabalho tem como objetivo fazer isso, num estudo de caso centrado em Campinas, SP, na virada do século XVIII para o XIX. Utilizam-se na pesquisa os métodos da micro-história e a ligação nominativa de fontes, que permitem reconstruir as biografias de indivíduos e grupos de parentesco, para intuir suas estratégias econômicas e sociais. A região de Campinas, chamada de Vila de São Carlos entre 1797 e 1842, passou por um crescimento muito rápido e intenso a partir das últimas décadas do século XVIII. A população livre, entre o período de 1789 e 1801, teve um crescimento impactante, em torno de 18% ao ano. Esse constante crescimento demográfico de Campinas sofreu uma alteração brusca no período entre 1814-1829. A população nesse período se manteve praticamente estagnada, revelando um cenário muito diferente do crescimento apresentado anos antes. A rápida expansão da produção de açúcar, concentrada em propriedades escravistas dedicadas a esse cultivo, indica que tais empresas agrícolas invadiram as terras de muitas famílias, ocasionando um amplo êxodo. A presente pesquisa tem como objetivo estudar como se deram as relações entre os pequenos produtores livres, especialmente aqueles de cor, e a produção de açúcar que se expandia, buscando as estratégias traçadas por esses agricultores frente ao avanço dos engenhos e à perspectiva de terem suas terras "expropriadas" pelos senhores desses empreendimentos. Serão questionados os sentidos da pequena produção e de suas possibilidades de sobreviver e crescer em uma sociedade estruturada cada vez mais por uma economia de plantation. Para tal foi escolhido o período de 1779-1836, pois compreende o momento anterior à expansão da produção açucareira e se estende até o último recenseamento, quando a Vila de São Carlos já se apresentava como uma significativa exportadora de açúcar.Será utilizado o método de ligação nominativa de fontes, cuja proposta é seguir, ao longo dos anos e em todo tipo de documentação, os produtores de alimentos descritos como pardos nos recenseamentos para que se possam analisar as estratégias traçadas em momentos diferentes da expansão da produção de açúcar e as possibilidades de ascensão. Seus domicílios, também descritos nos recenseamento, serão seguidos ao longo dos anos para que as eventuais transformações em suas composições sejam analisadas e relacionadas com as demais documentações.

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