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Presença e dispersão da Tradição Policroma da Amazônia: um estudo arqueológico comparativo no médio rio Solimões e no médio-baixo rio Negro (AM)

Processo: 14/03520-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2014
Vigência (Término): 30 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Pré-histórica
Pesquisador responsável:Eduardo Góes Neves
Beneficiário:Rafael Cardoso de Almeida Lopes
Instituição-sede: Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil

Resumo

O presente projeto visa o estudo comparativo da cerâmica pertencente à chamada Tradição Polícroma da Amazônia (TPA) a partir de sítios no médio rio Solimões e no médio-baixo rio Negro, ambos no estado do Amazonas. O estudo de caso tem por objetivo a análise do material relacionado a essa tradição cerâmica e a inserção dos resultados no panorama regional da arqueologia amazônica, ajudando na compreensão das formas de expansão e nos modos de vida das populações indígenas pré-coloniais. A pesquisa justifica-se pela carência de análises comparativas da TPA, que é encontrada contemporaneamente nas regiões citadas, além de analisar as formas de presença da Tradição Polícroma Amazônica em contextos ambientais gerais diferentes.Serão estudados dois casos: o Conjunto Vila e o Vila Nova II. O complexo arqueológico Conjunto Vila se localiza no Lago Tefé, afluente da margem direita do rio Solimões, sendo composto por quatro sítios: Vila I, II, III e IV. Já o sítio Vila Nova II se encontra na foz do rio Unini, tributário da margem direita do médio rio Negro. A área do médio Solimões, inclusive a região de Tefé, foi primeiramente estudada nos anos 50 por Peter Hilbert, sendo revisitada para pesquisas apenas no início dos anos 2000, e, mais recentemente em 2011 pelo projeto de mestrado em desenvolvimento de Jaqueline Belletti: Mapeamento Arqueológico do Lago de Tefé. A área do baixo-médio rio Negro foi pesquisada por Simões nos anos 70 e 80. Na década passada os estudos no curso médio do rio Negro foram retomados pelo Projeto Amazônia Central (PAC) e pelos projetos de mestrado de Fábio Origuela e Márjorie Lima. Os estudos revelaram grande potencial arqueológico em ambas as áreas.