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O narrador de helena, de machado de assis: ethos modernizador em matéria literária acanhada

Processo: 13/24829-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2014
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Gabriela Kvacek Betella
Beneficiário:Raquel Cristina Ribeiro Pedroso
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Machado de Assis

Resumo

O público apreciador de literatura de folhetim foi surpreendido pelo lançamento de Helena (1876), uma obra de cunho inovador, escrita parte à parte pelo jovem escritor Machado de Assis, que arriscou-se num tipo de romance cuja temática continuaria a experimentar nos enredos que seguiram. Helena sai no rodapé do jornal O Globo, famoso pelas polêmicas que abrigara. Partindo de seu modo de publicação, buscamos analisar as condições literárias e sociais, direcionando os estudos à compreensão da estrutura do romance. Para tal, evidenciamos a presença de um ethos narrativo persuasivo, astuto, consciente e capaz de revelar complexidades em relações sociais aparentemente comuns e, contudo, percebemos uma escrita com tratamento inovador para um romance folhetinesco da época. No desenrolar da trama, Machado de Assis reduz a distância entre o narrador e o leitor, possibilitando-nos uma participação efetiva, conduzindo um questionamento sobre o caráter da protagonista Helena. É uma escrita considerada parte do que se visualiza como moderno na literatura machadiana, um desejo de sair do lugar comum aos autores oitocentistas, de certo modo, um rompimento com o realismo. O narrador de Helena, inicialmente, não nos permite tecer possíveis sequências de acontecimentos à trama, mas chama a atenção do leitor para o caráter e a moral de Helena, sustentando por meio do ethos persuasivo a revelação da conformidade social das relações paternalistas. Em Helena há a presença de um ethos narrativo cuja análise pode demonstrar a dimensão social que o romance-folhetim poderia alcançar: a publicação em "pedaços" permitia desafiar o tempo e recriar a sociedade por um viés um tanto polido, a literatura dirigida aos leitores de jornal, consumidores de ficção.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
PEDROSO, Raquel Cristina Ribeiro. O narrador de Helena de Machado de Assis : ethos modernizador em matéria literária acanhada. 2016. 159 f. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Ciências e Letras (Campus de Assis)..

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