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Caracterização do papel da dopamina na mediação de tipos distintos de medo

Processo: 14/02000-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2014
Vigência (Término): 31 de maio de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Marcus Lira Brandão
Beneficiário:Sangu Muthuraju
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/00041-3 - Neurobiologia do estresse: a interface sensório-motora, AP.TEM

Resumo

A estimulação química e elétrica da matéria cinzenta periaquedutal (PAG), camadas profundas do colículo superior (dlSC) e o núcleo central do colículo inferior (CIC) promove comportamentos típicos da reação de medo, tais como congelamento e fuga explosiva. Acredita-se que as reações defensivas associadas a estas estruturas possam representar ataques de pânico em seres humanos, enquanto que a imobilidade após a estimulação elétrica seria associada a distúrbios de pânico. Está bem estabelecido que a dopamina medeia o medo condicionado em estruturas límbicas como a amígdala e córtex pré-frontal em modelos animais de ansiedade. Por outro lado, o antagonismo de receptores de dopamina no CIC aumenta o medo incondicionado. Há algum tempo observamos que a injeção sistêmica de sulpirida (um antagonista de receptores D2 da dopamina) aumenta o número de respostas de switch off em ratos. A estimulação elétrica do CIC no limiar de fuga aumenta a liberação de dopamina (DA) no córtex pré-frontal. Entretanto, pouco se sabe sobre a mediação dopaminérgica no medo incondicionado. Em razão dessa necessidade, este projeto almeja investigar o papel dos mecanismos dopaminérgicos em estruturas do sistema encefálico aversivo na reação de defesa, em particular nos substratos neurais do medo inato. Evidências recentes deste laboratório dão apoio aos objetivos deste projeto: i) a injeção sistêmica e local de haloperidol no CIC potencializou o medo incondicionado; ii) No teste de switch off, a apomorfina reduziu o número de respostas switch-off enquanto a sulpirida aumentou essas respostas; iii) estímulos auditivos intensos produzem aumento significativo da expressão de Fos na PAG, especialmente nas porções dorsomedial (dmPAG) e dorsolateral (dlPAG) e no CIC e a medida de potenciais aiuditivos evocados por esses sons está se mostrando um teste eficaz para avaliar mediação química do medo em estruturas do tronco encefálico. Em razão disso, vamos examinar o envolvimento dos receptores dopaminérgicos D1 e D2 nas estruturas acima mencionadas durante estados de medo, usando abordagens comportamentais (labirinto em cruz elevado e teste switch off de resposta à luz), eletrofisiológica (potenciais evocados auditivos) e imunohistoquímica (expressão da proteína Fos em uma série de estruturas límbicas).

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MUTHURAJU, SANGU; TALBOT, TEDDY; BRANDAO, MARCUS LIRA. Dopamine D-2 receptors regulate unconditioned fear in deep layers of the superior colliculus and dorsal periaqueductal gray. Behavioural Brain Research, v. 297, p. 116-123, JAN 15 2016. Citações Web of Science: 6.

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