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Em direção a um marco lógico unitário para a não-monotonidade e a paraconsistência

Processo: 13/22371-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2014
Vigência (Término): 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Lógica
Pesquisador responsável:Walter Alexandre Carnielli
Beneficiário:Gabriele Pulcini
Instituição-sede: Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/51038-0 - Logical consequence, reasoning and computation - LOGCONS, AP.TEM
Assunto(s):Lógica (filosofia)

Resumo

O programa de pesquisa aqui proposto refere-se à filosofia da lógica, especialmente ao debate de longa data sobre o monismo e o pluralismo lógico. Monistas como Quine defendem a idéia de que a única lógica correta é a lógica clássica, e tal que os outros cálculos ditos desviantes - intuicionista, paraconsistente e, em geral, os sistemas não-clássicos [26, 18, 29] - seriam baseados, essencialmente, em equívocos relacionados ao significado dos conectivos lógicos [21]. No lado oposto, os relativistas argumentam contra tal suposta singularidade, apoiando um pluralismo em que diferentes cálculos não-clássicos se encaixam em diferentes contextos semânticos, e desta forma recebem sua própria justificação epistemológica [1]. Do ponto de vista da aplicação prática, o pluralismo lógico é amplamente justificado e apoiado por muitos campos de pesquisa bem conhecidos como inteligência artificial, ciências cognitivas e por desenvolvimentos recentes no campo da ciência da computação. No entanto, tal atitude pluralista envolve muitos problemas filosóficos, como os relacionados com a noção de consequência lógica e à natureza dos conectivos, que necessitam de maiores explicações e de um aprofundamento conceitual [7, 2]. Nos propomos a definir um marco unitário capaz de abranger, uniformemente, a chamada lógica clássica com uma parte considerável das chamadas lógicas não-clássicas, especialmente aquelas que lidam com a não-monotonicidade e a paraconsistência, e desta forma reconsiderar e, possivelmente, chegar a uma resposta definitiva (ou pelo menos amplamente aceitável) para alguns dos enigmas filosóficos envolvidos no pluralismo lógico [7, 1, 12] . Esse quadro uniforme deverá ser obtido por meio dos control sets, dispositivos metalógicos introduzidos e parcialmente discutidos em [6, 9]. A idéia intuitiva é que um control set reúne todos os contextos lógicos os quais se supõe que possam bloquear uma certa derivação. Para realizar esta tarefa estão envolvidas tanto questões sintáticas quanto semânticas, especialmente em relação às lógicas subestruturais [19] e às Lógicas da Inconsistência Formal [8]. (AU)

Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PIAZZA, MARIO; PULCINI, GABRIELE. Unifying logics via context-sensitiveness. JOURNAL OF LOGIC AND COMPUTATION, v. 27, n. 1, p. 21-40, FEB 2017. Citações Web of Science: 5.
PIAZZA, MARIO; PULCINI, GABRIELE. Uniqueness of axiomatic extensions of cut-free classical propositional logic. LOGIC JOURNAL OF THE IGPL, v. 24, n. 5, p. 708-718, OCT 2016. Citações Web of Science: 0.
BONIOLO, GIOVANNI; D'AGOSTINO, MARCELLO; PIAZZA, MARIO; PULCINI, GABRIELE. Adding logic to the toolbox of molecular biology. EUROPEAN JOURNAL FOR PHILOSOPHY OF SCIENCE, v. 5, n. 3, p. 399-417, OCT 2015. Citações Web of Science: 6.
D'AGOSTINO, MARCELLO; PIAZZA, MARIO; PULCINI, GABRIELE. A logical calculus for controlled monotonicity. JOURNAL OF APPLIED LOGIC, v. 12, n. 4, p. 558-569, DEC 2014. Citações Web of Science: 4.

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