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Entre Ariel, Caliban e próspero: dilemas da identidade americana e sua repercussão no México e no Brasil

Processo: 14/01618-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 17 de julho de 2014
Vigência (Término): 16 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Teoria Política
Pesquisador responsável:Bernardo Ricupero
Beneficiário:Bernardo Ricupero
Anfitrião: Guillermo de Jesus Palacios y Olivares
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : El Colegio de México, México  
Assunto(s):Ideologia política   Pensamento social   Identidade nacional   Américas

Resumo

A pesquisa pretende enfrentar um grande problema: como se pensou, ao longo do século XX, a identidade americana no contraste entre a América Latina e os EUA. Para tanto, uso como instrumento básico uma referência: leituras que utilizaram metáforas, emprestadas de "A tempestade" de William Shakespeare, para expressarem alguns dos principais dilemas suscitados pela relação entre as duas partes da América. Tendo em mente o problema e a ferramenta de investigação, elejo os momentos históricos, autores e obras a serem privilegiados. O primeiro momento é o do início do século XX, que se abre sob o impacto da derrota da Espanha na Guerra Hispano-Americana (1898) - motivo, de um verdadeiro ajuste de contas de intelectuais hispânicos com sua tradição. O segundo desses momentos é o final do século XX, em que um certo mal estar vai progressivamente tomando conta de boa parte do ambiente intelectual norte-americano diante de alguns traços culturais associados aos EUA. Da referência aos usos americanos de "A tempestade" e das minhas balizas históricas derivam a escolha dos autores e, mais particularmente, dos trabalhos a serem estudados: Ariel (1900), de José Enrique Rodó, e O espelho de Próspero (1982), de Richard Morse. Particularmente interessante é o fato de que os dois livros estão situados nos polos do debate político-cultural suscitado na América pela última peça de Shakespeare, o que possibilita, em alguma medida, incorporá-lo à análise. (AU)