Busca avançada
Ano de início
Entree

Identificação celular e análise dos mecanismos imunossupressores das células supressoras mielóides

Processo: 14/09351-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2014
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Maria Helena Bellini Marumo
Beneficiário:Karen Cristina Barbosa Chaves
Supervisor no Exterior: Dmitry I. Gabrilovich
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Wistar Institute, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:12/12955-2 - Estudo da modulação das células supressoras mielóides no adenocarcinoma metastático após terapia anti-angiogênica, BP.DR
Assunto(s):Imunossupressão   Neoplasias   Microambiente tumoral   Oncologia

Resumo

O efeito imunossupressor é diferente para várias doenças e envolve a liberação de fatores de crescimento e citocinas dependendo do contexto patológico. O microambiente tumoral é orquestrado por diferentes células que podem promover um importante mecanismo de evasão imunológico. Estudos identificaram as células supressoras mielóides (CSM) como potentes supressores da imunidade tumoral e, por conseguinte, um impedimento significativo da imunoterapia ao câncer. As CSM são uma população heterogênea indiferenciada, composta de duas morfologias diferentes e marcadores de expressão limitados. No entanto, estas células têm sido detectadas em diferentes compartimentos, incluindo o sangue, órgãos linfóides e tumores. A expansão e ativação das CSM são dependentes de específicos fatores de crescimento e citocinas produzidos pelas células tumorais e estromais. As moléculas indutoras das CSM podem induzir diferentes vias de sinalização STAT e Janus quinase nestas células, promovendo a proliferação, sobrevivência, produção de fatores solúveis e podem prevenir a diferenciação das CSM em células maduras. Os mecanismos de ação das CSM são diversos e podem depender do contato com células imunes ou a liberação de fatores solúveis. O subtipo mais frequente, CSM-granulocíticas, liberam espécies reativas de oxigenio (ERO) e nitrogênio (ERN), causando alterações nas moléculas de superfície das células T, consequentemente, inibindo a função destas células na resposta imunológica adaptativa. As CSM-monocíticas produzem, principalmente, Arginase 1 (ARG1) e óxido nítrico sintase (iNOS), como uma estratégia de limitar a expansão e função de células T, depletam L- arginina do microambiente. Embora a complexidade das condições que regulam a expansão das CSM e a variedade de mecanismos supressores, é importante compreender quais mecanismos estão envolvidos e que podem ser alvo em pacientes para reduzir a imunossupressão regulada por estas células. Clinicamente, a depleção das CSM é desejável antes de iniciar as modalidades imunoterapêuticas. No presente estud , nós propomos isolar as CSM tecidual, identificar os diferentes subtipos e analisar os efeitos supressores específicos e não-específicos ao antigeno. (AU)