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O "conto de formação" segundo Machado de Assis: três personagens aprendendo a viver na sociedade brasileira

Processo: 14/03014-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2014
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Pesquisador responsável:Gabriela Kvacek Betella
Beneficiário:Ana Carolina Menocci
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil

Resumo

"Conto de formação" é uma expressão que faz referência ao "romance de formação", cuja expressão original, Bildungsroman, tornou-se uma espécie de classificação geralmente aplicada a obras em que se nota um caráter formativo, ou pelo menos a presença de um "ciclo formativo", comportando certo número de experiências na vida de um personagem. Neste trabalho, adotamos a expressão "conto de formação" como ponto de partida para a análise de tramas machadianas que representam um processo de formação, melhor dizendo, um processo de aprendizagem, de busca individual pelo sucesso, projeção ou alianças, através de momentos da trajetória de protagonistas de narrativas curtas, cujos pontos de vista variam entre a primeira, terceira pessoa e o diálogo. O nosso objeto de estudo é composto por três contos de Machado de Assis: "Conto de escola" (de Várias histórias, publicado em 1896), "O caso da vara" (de Páginas recolhidas, de 1899) e "Teoria do medalhão" (de Papéis avulsos, de 1882). Tomamos os três protagonistas em processo de crescimento, de formação. Nos dois primeiros contos, são personagens crianças e, no terceiro, um jovem: Damião, Pilar e Janjão, cujos ciclos formativos de caráter e de valores se dão em meio a situações incômodas, às quais estão sujeitos, cada um por seu motivo, e às quais se mantêm presos, completando o primeiro ciclo de corrupção, traição e fingimento, "deformações" necessárias, embora questionáveis, aos homens que se sobressaem no trato social daquele século XIX no Brasil. Buscamos investigar os contos como exemplos da utilização bem sucedida de uma dialética entre a representação das particularidades locais e a assimilação de características universais da ficção. Machado soube adequar aos modos de construção dos contos tanto a forma narrativa da memória ficcional, da terceira pessoa e do diálogo quanto o contexto de transição da sociedade brasileira.

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