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Avaliação longitudinal da alteração olfatória no lúpus eritematoso sistêmico: importância do anticorpo anti-P ribossomal e da atrofia de estruturas do sistema límbico

Processo: 14/00734-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2014
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Simone Appenzeller
Beneficiário:Fernando Augusto Peres
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/02917-0 - Determinação de marcadores séricos e do líquor associados a alterações estruturais e funcionais do sistema nervoso central no lúpus eritematoso sistêmico, AP.JP
Assunto(s):Lúpus eritematoso sistêmico

Resumo

As apresentações clínicas do LES variam desde manifestações mucocutâneas a manifestações do SNC, como convulsões e psicose. O sistema nervoso é acometido em crianças e adultos com LES, e seu acometimento também está associado a um pior prognóstico e a danos cumulativos. O comprometimento do SNC no LES varia de 25-70%, dependendo dos critérios diagnósticos aplicados, do tipo de manifestações incluídas e o método utilizado para a avaliação. Ocorrem em qualquer tempo da doença, podendo ser o seu primeiro sinal clínico. Manifestações neuropsiquiátricas no LES pode influenciar na mortalidade, qualidade de vida e índice de danos permanentes. Manifestações neuropsiquiátricas ocorrem em 12-95% dos pacientes, dependendo dos critérios diagnósticos aplicados e estão associadas a uma elevada morbi-mortalidade. A fisiopatogenia das manifestações NP no LES é multifatorial e envolve a produção de autoanticorpos, citocinas pró-inflamatórias e aterosclerose. A presença de anticorpos contra neurônios, ribossomos e fosfolípides já foram associados às manifestações do SNC no LES. Em modelo animal foi demonstrado que anticorpos antineuronais induzem déficits de memória, convulsões e alterações neuropatológicas. No LES, tem se mostrado aumentada a presença de autoanticorpos em pacientes com manifestações NP. Os anticorpos anti-ribosomal P (anti P) apresentam uma prevalência de 6-46% no LES, dependendo do grupo étnico, idade e variáveis clínicas analisadas e estão associados a psicose, depressão e envolvimento do SNC. O anti-P é capaz de penetrar certas células, inclusive do sistema nervoso central, e bloquear a síntese de proteínas, levando a apoptose, principalmente em regiões do sistema límbico (amigdala e hipocampo). Esses anticorpos são altamente específicos para o lúpus eritematoso sistêmico, e podem ser marcadores para atividade da doença. A presença de anti-P em paciente com LES tem sido associada com menor idade de início da doença, envolvimento multiorgânico e diversas outras manifestações, dentre elas o acometimento do SNC. O primeiro relato de correlação entre anti-P e manifestações neuropsiquiátricas no LES foi descrita em 1987, que reportou a correlação entre o anti-P e psicose em pacientes com LES, ela avaliou o anti-P em 20 com psicose secundária ao LES, e encontrou o anti-P em 18 deles. No acompanhamento longitudinal, observou-se a atividade do anti-P em dois pacientes com psicose e demonstrou que os níveis de anti-P aumentaram antes e durante as fases ativas de psicose e permaneceu inalterada durante outras manifestações da doença. Após estas constatações, relatos conflitantes tem descrito uma possível associação entre anti-P e manifestações neuropsiquiátricas, principalmente psicose no LES. (AU)