| Processo: | 14/02196-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Edson Antunes |
| Beneficiário: | Eduardo Costa Alexandre |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Estresse oxidativo Bexiga urinária hiperativa Sistema urinário Uretra |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Bexiga hiperativa | Estresse oxidativo | NO-GCs-GMPc | Trato urinário inferior | uretra | Farmacologia |
Resumo Estudos clínicos têm sistematicamente relacionando a síndrome metabólica / obesidade a sintomas do trato urinário inferior, também referidos como LUTS (da sigla Lower Urinary Tract Symptoms), os quais compreendem diversas queixas relacionadas a problemas de armazenamento e/ou esvaziamento da bexiga urinária. Estes sintomas acometem milhares de pessoas em todo o mundo, estando relacionados à frequência, urgência e noctúria, e frequentemente associados à bexiga hiperativa, que pode evoluir para incontinência urinária. A despeito dos estudos epidemiológicos apontarem para uma correlação positiva entre síndrome metabólica/obesidade e LUTS, os mecanismos fisiopatológicos envolvidos permanecem pouco compreendidos. É sabido que a uretra possui um papel importante na fisiologia do ciclo miccional, pois participa ativamente do ciclo miccional, contribuindo para as fases de armazenamento e de eliminação da urina. Entretanto, a uretra é uma estrutura totalmente negligenciada no contexto da fisiopatologia experimental da bexiga hiperativa. Nosso grupo publicou recentemente a existência de disfunção uretral em camundongos obesos por dieta hiperlipídica (Alexandre et al., 2014). Mostramos que o relaxamento uretral em resposta ao NO e a doadores de NO (S-nitrosoglutationa e gliceril trinitrato) está significativamente diminuído no tecido uretral do animal obeso, sendo estes fenômenos associados à degradação da subunidade ²1 da guanilil ciclase solúvel (GCs) e menor produção de GMPc, assim como a aumento local da geração de ROS. Sabe-se que o tecido adiposo de animais obesos expressa TNF-±, citocina pró-inflamatória capaz de promover resistência à insulina e de ativar o complexo NADPH oxidase. No presente projeto, levantamos a hipótese que a bexiga hiperativa no animal obeso é devida, ao menos em parte, às alterações na fase de eliminação da urina, na qual o relaxamento uretral via ativação da via NO-GCs-GMPc desempenha papel crucial. Dessa forma, é possível que a degradação da GCs seja secundária à excessiva produção de ROS. Encontrar a origem desse estresse oxidativo nos parece relevante para a compreensão da bexiga hiperativa no indivíduo obeso resistente à insulina. Portanto, este presente projeto propõe estudar o papel do estresse oxidativo e degradação da guanilil ciclase solúvel na disfunção miccional do camundongo obeso resistente à insulina, com ênfase para a uretra. Especificamente, investigaremos (1) o efeito da proteção antioxidante resultante da dieta hiperlipídica, através de tratamentos crônicos com apocinina e resveratrol, sobre o relaxamento uretral, produção de ROS, níveis de ânion superóxido e expressão protéica das subunidades a1 e ²1 da GCs; (2) a importância do TNF-a para a disfunção miccional do camundongo obeso, quantificando-se esta citocina na uretra e tecido adiposo periuretral/perivesical, examinando, ainda, a reatividade da musculatura lisa uretral frente à incubação prévia com TNF-a e o efeito do anticorpo anti-TNF-a quanto à capacidade de reverter a disfunção uretral do animal obeso e alterações bioquímico-moleculares no tecido uretral; (3) a atividade da NADPH oxidase e expressão da SOD1 em uretra e tecido adiposo periuretral / perivesical; e (4) a expressão e ativação de proteínas chave envolvidas na sinalização da insulina, bem como o efeito da metformina (agente anti-hiperglicemiante) sobre a disfunção uretral e alterações bioquímico-moleculares do animal obeso. Esse estudo abre portas para o entendimento sobre como a obesidade e o estresse oxidativo interferem na função uretral e qual sua relação com a disfunção vesical. Pesquisas que procurem entender as desordens do trato urogenital e suas relações com a obesidade podem repercutir positivamente não somente para o esclarecimento da fisiopatologia destas mesmas, como também para a melhora da terapêutica e para a prevenção da doença. (AU) | |
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