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Tratamento de estrabismo em crianças: proposição de um modelo que possibilita a injeção de bupivacaína nos músculos oculomotores

Processo: 14/06807-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de julho de 2014
Vigência (Término): 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Iara Debert
Beneficiário:Iara Debert
Anfitrião: Joel Miller
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Strabismus Research Foundation (SRF), Estados Unidos  
Assunto(s):Estimulação elétrica   Músculos oculomotores   Ultrassonografia   Bupivacaína   Estrabismo   Oftalmologia

Resumo

Nos últimos anos, têm-se buscado alternativas para a correção cirúrgica do estrabismo. A técnica cirúrgica tradicionalmente empregada para aumentar a força elástica do músculo oculomotor envolve a ressecção de tecido muscular, e assim compromete a mecânica orbitária. Como procedimento alternativo, foi descrita a injeção do agente farmacológico bupivacaína no músculo oculomotor, possibilitando aumentar sua força contrátil sem ressecar tecido. É um procedimento minimamente invasivo e com benefícios a longo prazo, constituindo alternativa promissora ao tratamento convencional do estrabismo. A injeção de bupivacaína não compromete a mecânica orbitária pois não sacrifica tecido muscular e não deixa cicatriz na conjuntiva, os dois principais inconvenientes da cirurgia tradicional. Atualmente só é realizada em adultos, pois a técnica disponível emprega o aparelho de eletromiografia, que não é compatível com o procedimento sob narcose. Como grande parte da população a ser submetida ao tratamento de estrabismo é constituída por crianças, e não se pode contar com cooperação adequada nessa faixa etária para a realização do procedimento, torna-se necessário desenvolver técnica que possa ser realizada sob narcose. O objetivo desse projeto é desenvolver um modelo que combine ultrassonografia com estimulação elétrica para possibilitar a injeção de bupivacaína com precisão em crianças sob anestesia. O experimento será realizado em coelhos. A primeira etapa da pesquisa envolverá a técnica de ultrassonografia, que tem como objetivo orientar a introdução inicial da agulha no músculo. Serão testadas diferentes frequências de ultrassom e será avaliada a qualidade da imagem durante a visualização da ponta da agulha na região posterior da órbita. A segunda etapa envolverá a técnica de estimulação elétrica, que tem como objetivo confirmar o posicionamento correto da agulha dentro do ventre muscular. A estimulação será realizada sob observação do desencadeamento da contração muscular com consequente movimento do olho na direção do músculo estimulado. A instituição onde será conduzida a pesquisa conta com tecnologia para a criação e fabricação do estimulador elétrico do músculo oculomotor e dos outros dispositivos que serão empregados para o desenvolvimento do modelo e aperfeiçoamento da técnica. A segurança e a eficácia da técnica serão avaliadas a partir dos parâmetros ótimos encontrados para frequência e poder de ultrassom, frequência da estimulação elétrica e amplitude e duração dos pulsos de corrente elétrica. Para as duas etapas, somente um dos olhos do animal será tratado. Na conclusão da pesquisa, cristalino, retina e outras estruturas oculares serão examinadas clinicamente e histologicamente. As características encontradas no olho tratado serão comparadas às do olho contralateral.Desenvolver esse projeto na Strabismus Research Foundation, centro de pesquisa com tecnologia avançada e com disponibilidade de recursos institucionais locais para a criação dos dispositivos empregados no modelo proposto é uma oportunidade única de atualização metodológica. Dr. Alan Scott e Dr. Joel Miller (supervisores desse projeto) foram os primeiros pesquisadores a utilizar a bupivacaína para o tratamento do estrabismo. Foram pioneiros no emprego da ressonância nuclear magnética para documentar as alterações musculares ocasionadas pela injeção da medicação, sendo que a maior parte dos estudos envolvendo tratamento de estrabismo com injeção de bupivacaína foi conduzida por eles. Seus estudos foram fundamentais para a elaboração das teorias atualmente aceitas para explicar a correção do estrabismo decorrente da injeção da bupivacaína. Realizar essa pesquisa sob sua orientação, acompanhando o desenvolvimento desse modelo ousado que expande o tratamento do estrabismo com injeção de bupivacaína para a população infantil, é ainda oportunidade única de participar de pesquisa que pode revolucionar o tratamento do estrabismo. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DEBERT, IARA; MILLER, JOEL M.; DANH, KENNETH K.; SCOTT, ALAN B. Pharmacologic injection treatment of comitant strabismus. JOURNAL OF AAPOS, v. 20, n. 2, p. 106-111, APR 2016. Citações Web of Science: 7.

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