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In London again...Transitos entre arte e Critica de Arte entre América do Sul e Europa (1950-70)

Processo: 14/01796-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 24 de setembro de 2014
Vigência (Término): 23 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Fundamentos e Crítica das Artes
Pesquisador responsável:Maria de Fátima Morethy Couto
Beneficiário:Maria de Fátima Morethy Couto
Anfitrião: Michael Asbury
Instituição-sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of the Arts London (UAL), Inglaterra  
Assunto(s):História da arte   Crítica de arte   Exposições de arte

Resumo

A pesquisa que pretendo desenvolver em estágio de pós-doutorado no exterior relaciona-se ao projeto O trauma do moderno: trânsitos entre arte e crítica de arte na América do sul (1950-1970). Textos, obras e exposições, que conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).O objetivo principal de meu estágio de pós-doutorado no exterior será o de recuperar os indícios e registros da passagem de artistas oriundos da América do Sul, de diferentes nacionalidades, pela Europa - em especial Londres e Paris - durante as décadas de 1950/70, concentrando-me primeiramente na recepção de seus trabalhos pela crítica local e nos comentários provocados pelas mostras sinalizadas. Lygia Clark, Hélio Oiticica, Mira Schendel, Sérgio Camargo, Carlos Cruz-Diez, Jesús Rafael Soto e Alejandro Otero são alguns dos artistas sul-americanos cujo trabalho encontrou boa acolhida em Paris e Londres no período mencionado. Mesmo sabendo que o espaço ocupado por esses artistas e a visibilidade de seus trabalhos no cenário local tenham sido relativamente pequenos, pretendo avaliar o impacto dessa produção naquele contexto e naquele momento. Do mesmo modo, pretendo estudar como o cenário local influenciou o trabalho desses artistas e quais os efeitos desses contatos na historiografia da arte latino-americana. Apesar de todo o destaque dado, na historiografia da arte brasileira, à passagem de Hélio Oiticica por Londres e, em especial, à realização da mostra conhecida como Whitechapel Experience, sao ainda reduzidas as pesquisas aqui empreendidas voltadas às conexoes entre os artistas brasileiros e os artistas de provenientes de outros países da América do Sul, que viveram ou expuseram na Europa, e em especial, na Inglaterra, entre 1950 e 1970, bem como sobre suas articulações com o meio local e sobre a repercussão de suas obras naquele contexto específico. A discussão sobre as mostras citadas, ou sobre o interesse suscitado na Europa pelo trabalho desses artistas, se dá, via de regra, no âmbito de estudos monográficos, dedicados a cada um desses artistas. Ao expandir meu universo de análise, espero contribuir para uma visão mais alargada dessa rede tecida de modo senão espontâneo ao menos pouco programático e que foi capaz de borrar as fronteiras entre as chamadas culturas centrais e culturas periféricas.