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Expressão diferencial dos genes da família STMN em astrocitoma de baixo grau em relação ao oligodendroglioma

Processo: 14/03495-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2014
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Suely Kazue Nagahashi Marie
Beneficiário:Rodrigo Akira Watanabe
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neurologia   Astrocitoma   Expressão gênica diferencial   Oligodendroglioma   Glioma   Transformação celular neoplásica   Reação em cadeia da polimerase em tempo real   Análise de sobrevida

Resumo

Os gliomas, originários de células glias, são os tumores mais frequentes do sistema nervoso central e incluem astrocitomas e oligodendrogliomas. De acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde descrevem-se quatro graus de malignidade entre os astroctiomas (I a IV) e dois graus (II e III) entre os oligodendrogliomas, podendo ainda haver os tumores mistos, os oligoastrocitomas. Esta classificação baseia-se fundamentalmente nos aspectos morfológicos e a diferenciação entre os gliomas de baixo grau, astrocitomas e oligodendrogliomas grau II, nem sempre é preciso. Esta dificuldade traz impacto na determinação do prognóstico e na orientação terapêutica dos pacientes com estes tipos de tumor, uma vez que os pacientes com astrocitomas de baixo grau apresentam tempo de recidiva e malignização variando de 2 a 5 anos, enquanto que aqueles com oligodendrogliomas este intervalo é de 5 a 10 anos. O objetivo deste estudo é selecionar e analisar marcadores moleculares que auxiliem na diferenciação entre astrocitomas e oligodendrogliomas de baixo grau. Com esta finalidade, uma análise preliminar dos dados de microarray de oligonucleotídeos de astrocitomas e de oligodendrogliomas de baixo grau, previamente disponíveis no laboratório de Biologia Molecular e Celular, revelou o gene stathmin 3 (STMN3) como diferencialmente expresso nestes dois tipos de tumor. Uma análise subsequente da conectividade deste gene, revelou a interação deste alvo com os demais integrantes da família stathmin (STMN1, STMN2 e STMN4). Por conseguinte, como objetivos específicos propõem-se 1) analisar a expressão dos 4 membros da família stathmin em uma série de astrocitomas de diferentes graus (23 grau I, 23 grau II, 18 grau III e 87 grau IV) e de oligodendrogliomas (27 grau II, 13 grau III) e 10 oligoastrocitomas em comparação ao tecido cerebral não neoplásico (n=28); 2) analisar a diferença de expressão destes genes entre astrocitomas e oligodendrogliomas, e com a progressão da malignidade e 3) correlacionar com os dados clínicos de tempo de recidiva, tempo de malignização e tempo de sobrevida. A metodologia para determinação da expressão gênica será o PCR em tempo real, por Syber Green, normatizado por três genes de referência. Para as análises estatísticas serão empregados os testes de Kruskal Wallis para as comparações entre as expressões gênicas dos alvos pareados; teste de Dunn para as comparações multivariáveis; testes de Pearson ou Spermann para correlações dois a dois das expressões dos genes alvo; teste de Kaplan Meier para a análise de sobrevida. A distribuição dos dados será analisada através do teste de Kolmogolov-Smirvov. A hipótese de trabalho é que STMN3 e/ou demais membros desta família sejam marcadores diferenciais entre astrocitomas e oligodendrogliomas de baixo grau, que estejam diferencialmente expressos em função do grau de malignidade e desempenhem papel na tumorigênese com impacto na evolução clínica destes tumores.(AU)

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