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Análise da associação entre quantidades de radiação solar e galáctica cósmica nos ciclos solares de 11 anos e incidência de mortalidade na cidade de São Paulo desde 1930

Processo: 13/15154-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2014
Vigência (Término): 15 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Paulo Hilário Nascimento Saldiva
Beneficiário:Carolina Letícia Zilli Vieira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):15/03893-1 - Análise da associação entre radiação galáctica cósmica, poluição e mortalidade em cidades dos Estados Unidos desde 1990, BE.EP.PD
Assunto(s):Radiação solar   Doenças transmissíveis

Resumo

Introdução: Por séculos, as doenças infecciosas representam, junto às guerras e à fome, uma das principais marcas de progresso e sobrevivência humana. Elas são responsáveis por 26% das mortes no planeta, sendo a segunda causa de morte atrás apenas das doenças cardiovasculares. Contrariando os fatores de controle, epidemias de novas e antigas doenças infecciosas re/emergem periodicamente causando grande impacto no perfil de doenças globais. Estudos de doenças infecciosas re/emergentes revelam propriedades evolutivas dos microrganismos patogênicos e uma dinâmica relação entre estes, o hospedeiro e o meio ambiente. Compreender a natureza das infecções re/emergentes e suas consequentes pandemias/epidemias é essencial para controle e prevenção destas doenças, principalmente em um período marcado por mudanças no meio ambiente e clima. Diferentes intensidades de radiação solar e radiação galáctica cósmica (RGC), observadas freqüentemente durante os ciclos solares, parecem conduzir a alterações climáticas, bem como estimular evoluções químicas e biológicas do planeta. A ionização da baixa atmosfera gerada pela RGC e radiações solares pode ter efeitos sobre os mecanismos evolutivos de todos os seres vivos, incluindo animais hospedeiros e microrganismos, forçando-os a adaptarem-se a variações do meio ambiente. Conseqüentemente, modificam a ação patogênica destes microrganismos, resultando no re/surgimento de infecções. Objetivos: Observando as variações de radiação solar e galáctica cósmica durante os ciclos solares de 11 anos e suas possíveis associações com o re/aparecimento de doenças infecciosas, este estudo tem como objetivo avaliar a correlação entre as alterações periódicas de radiação solar, radiação galáctica cósmica e a re/incidência de doenças infecciosas re/emergentes desde 1930 na cidade de São Paulo. Casuística e métodos: A associação entre as variáveis descritas acima será realizada inicialmente através da analise descritiva dos dados coletados e, posteriormente, pela construção de modelos de regressão múltipla utilizando o programa estatístico SPSS 17 e programa estatístico R. Os dados de mortalidade por doenças infecciosas re/emergentes (cap I CID 9/CID 10) serão obtidos da Fundação SEADE (Sistema Estadual de Análise de Dados) e do banco de dados do Departamento de Patologia da FMUSP, registros esses que existem desde 1930. Os dados da atividade solar e RGC serão obtidos na National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
VIEIRA, C. L. Z.; JANOT-PACHECO, E.; LAGE, C.; PACINI, A.; KOUTRAKIS, P.; CURY, P. R.; SHAODAN, H.; PEREIRA, L. A.; SALDIVA, P. H. N. Long-term association between the intensity of cosmic rays and mortality rates in the city of Sao Paulo. ENVIRONMENTAL RESEARCH LETTERS, v. 13, n. 2 FEB 2018. Citações Web of Science: 0.

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