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Estudo do papel da aspartil protease secretada (PbSAP) na virulência do fungo patogênico Paracoccidioides brasiliensis

Processo: 14/08987-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2014
Vigência (Término): 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Wagner Luiz Batista
Beneficiário:Daniele Gonçalves Castilho
Instituição-sede: Centro de Terapia Celular e Molecular. Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Paracoccidioides brasiliensis   Paracoccidioidomicose   Virulência   Micologia   Inativação gênica

Resumo

Paracoccidioides brasiliensis, fungo dimórfico termo-dependente, é o agente etiológico da paracoccidioidomicose (PCM). A infecção pelo fungo ocorre por inalação de conídeos presentes no meio ambiente. Para o desenvolvimento da doença é imprescindível que os conídeos alojados nos alvéolos pulmonares passem para a fase leveduriforme, sendo esse evento dependente do aumento da temperatura. O desenvolvimento da doença depende de fatores associados com a resposta imune do hospedeiro e características do agente infeccioso, principalmente a virulência. Alguns componentes foram apontados como potenciais fatores implicados na virulência do P. brasiliensis e na interação parasita/hospedeiro, porém poucas moléculas envolvidas com a patogenicidade do fungo foram descritas. Estudos de proteômica quantitativa realizados em nosso laboratório utilizando o isolado Pb18 com distintos graus de virulência mostraram que existem diferenças no conteúdo proteico entre esses isolados, e as proteínas encontradas diferencialmente expressas no isolado Pb18 virulento mostraram-se como potenciais fatores de virulência. Entre as proteínas com a expressão aumentada destaca-se a proteína vacuolar A, também denominada como sendo a aspartil protease secretada - PbSAP de P. lutzii (antigamente conhecido como Pb01). A expressão desta proteína mostrou-se 7,1 vezes maior no isolado Pb18 virulento quando comparado a Pb18 atenuado. As aspartil proteases secretadas são descritas como tendo papel importante na infecção de muitos fungos patogênicos. Neste sentido, o estudo desta proteína secretada pode auxiliar no entendimento dos mecanismos de infecção do P. brasiliensis. Desse modo, este projeto busca investigar o papel da PbSAP na virulência do P. brasiliensis (isolado Pb18). Para tanto, será realizado o silenciamento do gene PbSAP através da tecnologia de RNA anti-sense associado a transformação mediado por Agrobacterium tumefaciens. Este estudo poderá contribuir, de forma significativa, para o entendimento do papel desta protease na patogênese da PCM, possibilitando a identificação de novo alvo terapêutico ou mesmo biomarcador de virulência nesta importante micose sistêmica. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CASTILHO, DANIELE GONCALVES; ALENCAR CHAVES, ALISON FELIPE; NAVARRO, MARINA VALENTE; CONCEICAO, PALLOMA MENDES; FERREIRA, KAREN SPADARI; DA SILVA, LUIZ SEVERINO; XANDER, PATRICIA; BATISTA, WAGNER LUIZ. Secreted aspartyl proteinase (PbSap) contributes to the virulence of Paracoccidioides brasiliensis infection. PLoS Neglected Tropical Diseases, v. 12, n. 9 SEP 2018. Citações Web of Science: 1.
CASTILHO, DANIELE G.; NAVARRO, MARINA V.; CHAVES, ALISON F. A.; XANDER, PATRICIA; BATISTA, WAGNER L. Recovery of the Paracoccidioides brasiliensis virulence after animal passage promotes changes in the antioxidant repertoire of the fungus. FEMS Yeast Research, v. 18, n. 2 MAR 2018. Citações Web of Science: 0.

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