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Pescando pescadores: educação ambiental com vistas à conservação de recursos marinhos vivos

Processo: 14/10815-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de agosto de 2014
Vigência (Término): 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Convênio/Acordo: Vale-FAPEMIG-FAPESPA
Pesquisador responsável:Marcos César de Oliveira Santos
Beneficiário:Claudio Bernardo
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Empresa:Universidade de São Paulo (USP). Instituto Oceanográfico (IO)
Vinculado ao auxílio:10/51323-6 - Capturas acidentais de pequenos cetáceos em atividades pesqueiras no litoral sul paulista: buscando subsídios para formulações de política de conservação, AP.PITE
Assunto(s):Educação ambiental   Pesca   Pescadores   Manejo da pesca

Resumo

Em escala global, o impacto das capturas acidentais em operações de pesca tem sido constantemente apontado como o principal vetor causador de altos níveis de mortalidade de pequenos cetáceos e outros organismos nectontes não-alvo da pesca. Uma das formas de minimizar tais impactos reside em investimentos em monitoramento da incidência dos eventos de capturas ao longo do tempo e do espaço, sempre associado ao apoio e envolvimento dos armadores de pesca e seus comandados. A partir de 2011, medidas mitigatórias em relação aos efeitos do uso de redes de emalhe utilizadas pela frota sediada no porto de Cananéia (25oS), litoral sul do Estado de São Paulo, serão adotadas pelos armadores de pesca em comum acordo com o comitê gestor da APA Marinha Sul. Após uma experiência positiva em 35 meses de monitoramento da mencionada frota pesqueira entre 2004 e 2007, um total de 157 eventos de capturas de cetáceos foi reportado. Naquela instância, a maior parte dos exemplares capturados passou a ser utilizada em estudos de história natural envolvendo ao menos três espécies ainda pouco conhecidas localmente: a toninha, Pontoporia blainvillei, o boto-cinza, Sotalia guianensis, e o golfinho-pintado-do-Atlântico, Stenella frontalis. Considerando a experiência adquirida, a recomendação dos próprios armadores da pesca, o estabelecimento da APA Marinha ao longo do litoral paulista e as necessidades em se investir em políticas públicas de pesquisa e de conservação da biodiversidade nesta área, a partir de 2012 pretende-se monitorar as incidências de capturas acidentais de pequenos cetáceos em operações de pesca realizadas pelas embarcações daquele porto ao longo de três anos, assim como monitorar 74 km de praia em Ilha Comprida, sul de São Paulo. É sabido que a ciência por si só não será suficiente para alcançar positivos resultados no processo de conservação de natureza. Com base neste fato, esta equipe tem investido em atuar de maneira conjunta com a comunidade pesqueira que atua a partir do porto de Cananéia com vistas à elaboração em conjunto de estratégias que minimizem os impactos da pesca na biodiversidade marinha. Essa interação deverá ser otimizada com uma maior dedicação de um dos membros da equipe no que se refere à aproximação dos pesquisadores com a comunidade pesqueira. Esta interação envolve a inserção de informações importantes nos cadernos de pesca que os mestres levam à bordo, a divulgação constante (ex: a cada 3 meses) dos resultados obtidos em pequenos panfletos nas colônias de pesca, assim como em outros veículos locais que atinjam a comunidade pesqueira (ex: diáriuo mensal do Instituto de Pesca local). Essa será a responsabilidade deste bolsista, que terá o auxílio de um estudante de graduação ao longo dos dois anos de atuação. (AU)