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"O canto do cisne do desenvolvimentismo brasileiro" uma análise das relações do empresariado industrial com o estado do II PND à crise dos anos 1980.

Processo: 14/00770-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2014
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia
Pesquisador responsável:Pedro Paulo Zahluth Bastos
Beneficiário:Rafael Moraes
Instituição-sede: Instituto de Economia (IE). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):História econômica   Desenvolvimentismo

Resumo

É amplo consenso na literatura econômica que o II PND, implementado durante o governo Geisel foi o último dos grandes planos de investimentos capitaneados pelo Estado no Brasil. Suas características só tem paralelo nos programas de investimentos do Governo Vargas e no Plano de Metas do governo JK. O cenário que se instalou no país após sua execução levou, no entanto, grande parte da literatura a pôr em xeque sua racionalidade econômica, creditando às suas falhas uma importante contribuição à crise dos anos 1980. Apenas alguns estudos, em parte produzidos por economistas envolvidos na criação do plano, defendem a sua realização e seus pressupostos econômicos. Neste trabalho, propomos um caminho ainda pouco abordado pela literatura. Neste caso, o II PND é visto como uma tentativa de saída estrutural da crise por meio do aprofundamento de políticas de corte desenvolvimentista. Diante disto, trabalhamos com o objetivo de averiguar o papel desempenhado pelo empresariado industrial na não concretização dos resultados do programa, conforme o esperado por seus executores. Nossa hipótese central, consiste na relevante contribuição do empresariado industrial, não apenas para o desfecho aquém do esperado pelo Plano, mas também para os desdobramentos seguintes da economia. Estaria no centro desta atuação, um posicionamento bastante pragmático de aproximação/retração em sua relação com os governos, sempre visando a instrumentalizar o Estado em seu benefício, e/ou afastar do poder grupos hostis às suas posições. Como pano de fundo a este drama, encontra-se, ainda, a reconfiguração do padrão de acumulação capitalista internacional, que impõe uma nova realidade externa tanto para o Estado quanto para o empresariado industrial.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)

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