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Fascínio e desconcerto: Hannah Arendt e o exame do espírito para uma nova filosofia política

Processo: 14/03164-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2014
Vigência (Término): 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Maurício Cardoso Keinert
Beneficiário:Adriana Carvalho Novaes
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):15/11803-2 - A formulação das definições de pensamento, vontade e juízo na obra de Hannah Arendt, BE.EP.DR
Assunto(s):Filosofia política   Filosofia contemporânea   Vontade   Pensamento

Resumo

A pesquisa tem por objetivo investigar o itinerário da reelaboração das atividades do espírito empreendida por Hannah Arendt. Tomando como ponto de partida seus últimos textos, especialmente A vida do espírito, busca-se refazer as etapas de seu percurso examinando e comparando as respostas conceituais aos acontecimentos políticos, o caráter específico de suas apropriações dentro de sua análise crítica da tradição. Trata-se de responder à questão acerca do objetivo do retorno de Arendt às atividades do espírito. A pesquisa defende a interpretação desse retorno como reelaboração necessária a uma nova filosofia política. Para tanto, é preciso operar através de duas vias fundamentais, a saber: uma na qual Arendt recupera desde Sócrates os significados da autonomia do pensamento, contestando, por exemplo, o viés totalizante problemático da filosofia heideggeriana por um lado e, por outro, a relação entre pensamento e juízo a partir de vários conceitos kantianos, especialmente o juízo reflexionante estético e o sensus communis, com os quais retoma a possibilidade de revisão crítica da tradição filosófica acerca da polarização pensamento/ação. A pesquisa buscará refazer a problematização dos conceitos de pensamento, vontade e juízo ao longo da obra de Arendt concebendo esse esforço como constitutivo da intenção da autora em estabelecer os fundamentos para uma nova filosofia política, o que faz de A vida do espírito uma obra de duplo significado: de caráter conclusivo de uma reflexão heterodoxa, e preparo de novos recursos conceituais para a filosofia política. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
NOVAES, Adriana Carvalho. Pensar sem apoios: Hannah Arendt e a vida do espírito como política do pensar. 2017. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas São Paulo.

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