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Refuncionalização de Brownfields e a solução de problemas ambientais urbanos: experiências em áreas industriais, ferroviárias, frentes de água e a viabilidade de projetos para São Paulo

Processo: 14/12608-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2014
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia
Pesquisador responsável:Marta Teresa da Silva Arretche
Beneficiário:Amanda Ramalho Vasques Lourenço
Instituição-sede: Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07616-7 - CEM - Centro de Estudos da Metrópole, AP.CEPID
Assunto(s):São Paulo   Indústrias   Planejamento territorial urbano

Resumo

Muitas cidades brasileiras e em especial a metrópole de São Paulo, nas últimas décadas, tem destinado parte de seu estoque de terra, oriundo da relativa desindustrialização, ao mercado imobiliário residencial e empresarial, para a construção de empreendimentos de alto padrão, geralmente restrito a um grupo limitado de beneficiários. Contudo, estas antigas áreas industriais desativadas, chamadas pela literatura internacional de brownfields, têm sido bem aproveitadas em outros países para suprir a necessidade de criação e/ou ampliação de áreas verdes, recuperando áreas ociosas e contaminadas; bem como suprindo demandas em equipamentos públicos, criando novas áreas para educação, cultura e lazer e gerando novos empregos. Experiências urbanísticas internacionais têm demonstrado como as novas formas de reconversão esboçam uma ampla gama de soluções capazes de renovar áreas degradadas e ao mesmo tempo dotá-las de funções ambientalmente requeridas. Brownfields têm sido usados como alavancas de projetos estratégicos visando a transformação destas zonas degradadas ao introduzir novos usos e funções. Objetiva-se assim conhecer os resultados alcançados por estas experiências na transformação de áreas problemáticas, por meio da investigação das práticas de intervenção. Longe de se buscar modelos, o que se procura é analisar respostas estratégicas que demonstrem viabilidade em projetos de reconversão industrial, possibilitando nortear ações para a realidade brasileira - sobretudo para a metrópole paulistana. São Paulo abarca uma série de problemas urbanos decorrentes tanto da sua função industrial histórica, estruturada pelo eixo ferroviário da E.F. Santos-Jundiaí, como pelas recentes mudanças no uso do solo industrial. Nas últimas décadas, estas alterações impuseram novas feições às configurações espaciais: indústrias fechadas, muitas provavelmente contaminadas, edifícios em ruínas, áreas vacantes, linhas férreas subutilizadas, galpões abandonados e demolições constantes. Este estudo contribui em analisar questões ambientais, socioeconômicas, políticas e paisagísticas de forma interdisciplinar, dentro de diferentes projetos em áreas de brownfields (identificação, mapeamento, planejamento, refuncionalização e preservação), a fim de valer-se das potencialidades destes espaços para solucionar problemas ambientais e urbanos. Entre os problemas freqüentemente enfrentados estão: a falta de áreas verdes, contaminação do solo, abandono de infra-estruturas, edifícios em ruínas usados para ocupações clandestinas, falta de áreas de lazer, moradias, equipamentos públicos, entre outros. Neste estudo, fotos aéreas antigas, imagens de satélite de alta resolução recentes e trabalhos de campo, auxiliarão na análise e identificação de bolsões de brownfields aptos à reconversão dentro dos limites das Operações Urbanas Consorciadas (OUC) Centro e Mooca - Vila Carioca em São Paulo, mapeando seu entorno e verificando a viabilidade de projetos de refuncionalização para tais áreas. Dentre os resultados esperados, visa-se a análise de cenários futuros e tendências espaciais para áreas reconvertidas com base nas experiências internacionais; o diagnóstico de locais brownfields na cidade de São Paulo e a busca de intervenções mais adequadas. A importância de reconhecer estes questões recai no futuro aproveitamento de brownfields, enquanto estoque de terra que servirá de base para o planejamento de várias cidades que objetivam ser resilientes; buscando responder aos problemas, reinventando-se e restituindo qualidade socioeconômica e ambiental para seus espaços e citadinos.