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Verticalidade foliar e interceptação de luz: eficiência de conversão em biomassa

Processo: 14/11151-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2014
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:Gustavo Habermann
Beneficiário:Amanda Naves Beraldo
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Cana-de-açúcar   Fotossíntese   Ecofisiologia vegetal

Resumo

A captação e processamento da luz pelas plantas é pouco eficiente, visto que somente cerca de 8% da luz é aproveitada. Uma melhor distribuição da luz é observada em plantas que exibem folhas verticais (folhas paraheliotrópicas e/ou verticais estáticas), visto que a luz incide em ambas as faces (adaxial e abaxial). Desta forma, a fotoinibição, o déficit hídrico, o aquecimento foliar, o excesso de irradiância e o auto sombreamento são minimizados. Todas essas respostas têm sido estudadas usando variáveis momentâneas (trocas gasosas, fluorescência da clorofila e pigmentos foliares). Porém, pouco se conhece sobre os efeitos das diferentes disposições foliares na conversão de energia luminosa em biomassa. Testaremos a hipótese de que a biomassa de plantas com folhas artificialmente dispostas na vertical é maior do que naquelas em que as folhas são forçadas na horizontal. Cultivaremos em vasos (50 L) 30 plantas de cana-de-açúcar (Saccharum oficinarum L. cv IACSP95-5000), em que metade será mantida com as folhas na vertical e metade na horizontal. Após seis meses de cultivo, as plantas terão a área foliar (cm2) determinada e os diferentes órgãos serão separados e secos para o cálculo da produção total de massa (g) seca (MS) e a porcentagem de distribuição da MS nos órgãos. Os dados dos dois tratamentos serão submetidos à análise de variância (one-way ANOVA) e as médias, acompanhadas dos desvios padrões, poderão ser comparadas pelo teste de Tukey (± = 0,05). Assim, se a biomassa for maior nas plantas com folhas na vertical, em relação àquelas com folhas na horizontal, então, acataremos a hipótese de que a verticalidade foliar promove maior eficiência de uso da luz com consequente interferência na produção de biomassa.