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Avaliação da atividade de produtos naturais contra bactérias multirresistentes e seus biofilmes

Processo: 14/17931-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de setembro de 2014
Vigência (Término): 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular
Pesquisador responsável:Adriano Defini Andricopulo
Beneficiário:Bruna Fernanda Sgardioli
Instituição-sede: Instituto de Física de São Carlos (IFSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07600-3 - CIBFar - Centro de Inovação em Biodiversidade e Fármacos, AP.CEPID
Assunto(s):Biofilmes   Daptomicina   Microbiologia

Resumo

Existe um pequeno grupo de bactérias resistentes a antibióticos ao qual nos referimos como patógenos "ESKAPE" que requerem atenção mundialmente. Em hospitais, de países desenvolvidos ou subdesenvolvidos, este pequeno grupo incluindo Enterococcus faecium, Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa, e Enterobacter species (ESKAPE) é o mesmo. Estes são extraordinariamente importantes porque representam paradigmas da patogênese, transmissão e resistência e são responsáveis por uma porcentagem substancial de infecções nosocomiais no hospital moderno. Se aprendermos controlar estes microrganismos, nossos hospitais serão imensuravelmente mais seguros, porque as lições aprendidas poderão ser aplicadas a praticamente todas as espécies que tente tomar seu lugar. Dos seis patógenos ESKAPE que tem sido apontados como particularmente importantes, dois são cocos Gram positivos: Enterococcus faecium e Staphylococcus aureus. Vários estudos têm demonstrado maior mortalidade, prolongamento do tempo de internação e custos mais elevados associados à S. aureus resistente à meticilina a infecções, bem como com os enterococos resistentes à vancomicina em infecções da corrente sanguínea, em comparação com infecções causadas por S. aureus sensível à meticilina e enterococos vancomicina-sensível.Entre os poucos agentes antimicrobianos mais recentes aprovados para o tratamento de bacteremia e endocardite causada por enterococos resistentes à vancomicina, entre outras infecções e infecções da pele e tecidos moles causadas por Staphylococcus aureus é Daptomicina. Este é um antibiótico lipopeptídico aprovado no Brasil em 2008. Apesar de rara, a resistência à daptomicina foi encontrada nestes patógenos e o mecanismo de resistência preciso está sob investigação. Enterococos e Staphylococcus aureus também formam biofilme, que é uma estrutura formada por células bacterianas densamente empacotados incorporados na matriz de polissacarídeo extracelular em superfícies bióticas ou abióticas que mostra muitas características morfológicas e fisiológicas específicas em comparação com as células planctônicas. A formação de biofilme por bactérias pode ser considerado um modo de proteção adotado pelos organismos para superar o estresse ambiental, além de ser um mecanismo de proteção contra o anticorpo e da resposta fagocítica do hospedeiro. Os biofilmes podem ser formados em dispositivos implantados, como cateteres urinários e venosos e, devido à sua presença, o tratamento de pacientes com infecções da corrente sanguínea associada a cateter muitas vezes não tem sucesso. Biofilmes de bactérias são mais resistentes ao tratamento antimicrobiano, quando comparado com os seus homólogos planctônicos. Os mecanismos desta resistência em geral são explicados pelas seguintes hipóteses: 1) fraca penetração das drogas; 2) Limitação de nutrientes e crescimento lento; 3) as respostas ao estresse adaptativas de bactérias; 4) a formação de células persistentes. Os objetivos deste estudo são determinar a concentração inibitória mínima (CIM) de produtos naturais em linhagens brasileiras selecionadas a partir de estudos epidemiológicos realizados pelo nosso grupo e verificar se esses produtos podem destruir o biofilme. Produtos naturais serão enviados durante todo o projeto, pelos colaboradores do CIBFar. Além disso, vamos selecionar in vitro uma linhagem resistente à daptomicina mutante a partir da linhagem brasileira S. aureus SA16 para explorar o mecanismo de resistência à daptomicina, para testar os produtos naturais e peptídeos desenvolvidos por outros pesquisadores do grupo, a fim de buscar novas terapias alternativas.

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