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Geocronologia 40Ar/39Ar aplicada à datação do magmatismo Cretáceo do continente sul americano

Processo: 14/14421-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 30 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Maria Helena Bezerra Maia de Hollanda
Beneficiário:Maria Helena Bezerra Maia de Hollanda
Anfitrião: Paul Randall Renne
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Berkeley Geochronology Center (BGC), Estados Unidos  
Assunto(s):Oceano Atlântico   Geocronologia

Resumo

Essa proposta é parte de uma cooperação científica entre o Laboratório de Ar do Centro de Pesquisas Geocronológicas (CPGeo - IGc/USP) e o Berkeley Geochronological Center (BGC - Berkeley, EUA). A proposta compreende duas partes complementares, uma direcionada a obter suporte e treinamento técnicos para otimização dos procedimentos analíticos 40Ar/39Ar adotados no laboratório de São Paulo, e outra parte direcionada a investigar a idade e duração da abertura do oceano Atlântico a partir de idades 40Ar/39Ar em basaltos continentais expostos nos segmentos sul e equatorial da América do Sul. Os alvos geológicos para esse estudo são os eventos magmáticos representados por basaltos toleíticos da província Paraná, do enxame de diques Rio Ceará-Mirim e do magmatismo Sardinha (bacia do Parnaíba), e sua importância deve-se à necessidade de inclusão de idades radiométricas precisas para endossar os modelos de rifteamento continental do Gondwana durante o Cretáceo. Para o segmento sul o rifteamento teria iniciado em c. 133 Ma, perdurando por cerca de 13 milhões de anos como sugerido pela datação de enxame de diques (Florianópolis, Ponta Grossa) que estão geneticamente relacionados à extrusão das lavas Serra Geral. Ao contrário, para o segmento equatorial a maioria dos dados disponíveis referem-se à idades K-Ar dos toleitos Rio Ceará-Mirim e Sardinha, as quais se distribuem num intervalo superior a 30 milhões anos. Como consequencia, a idade e duração dos episódios magmáticos relacionados à abertura do Atlântico na margem equatorial brasileira são pobremente estabelecidos, motivando novos estudos geocronológicos baseados no método 40Ar/39Ar. A escolha pelo Berkeley Geochronological Center como instituição parceira deve-se à sua marcante história de desenvolvimento técnico e formação de recursos humanos no método 40Ar/39Ar . Isso se reflete no elevado número de publicações que incluem: calibrações de padrões internacionais (Fish Canyon Tuff), re-avaliação da constante de decaimento do 40K e meia-vida do 37Ar, otimização de parâmetros de irradiação e aferições da escala do tempo geológico. Considerando essa reconhecida experiência em geocronologia 40Ar/39Ar, espera-se que a parceria entre BGC e CPGeo traga amplo benefício para o desenvolvimento do método na USP, motivando futuros investimentos em formação de recursos humanos e a consolidação dessa relevante ferramenta para aplicação em várias áreas do conhecimento geocientífico.