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Atenção integral à criança no Sistema Único de Saúde de Botucatu/SP - morbidade de crianças pré-escolares e escolares nascidas com baixo peso de 2004 a 2008.

Processo: 14/06558-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Cátia Regina Branco da Fonseca
Beneficiário:Hannah Ayumi Takasu
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Crianças   Morbidade   Pediatria   Pré-escolar

Resumo

A criança nascida com baixo peso tem sido objeto de vários estudos em virtude de sua participação importante na mortalidade e morbidade infantis além de riscos para o seu crescimento e desenvolvimento. Atualmente, ocorre maior sobrevivência de crianças prematuras e com baixo peso ao nascer. O acompanhamento e a intervenção oportuna, funções dos diferentes níveis de atenção à saúde na integralidade da assistência buscam, propiciar ao recém-nascido, condições para o seu desenvolvimento global, mais adequado possível, modificando assim, o seu prognóstico. Para o grupo com peso menor de 1500 gramas, o conhecimento sobre uma maior probabilidade de alterações no crescimento e desenvolvimento, motivou a elaboração de protocolos específicos para o acompanhamento e intervenções. Entretanto, para as crianças com peso entre 1500 a 2500g - grupo mais heterogêneo de causas e alterações - há pouca definição destes instrumentos de avaliação, bem como para o modelo de acompanhamento na saúde e na escola.Objetivos gerais: Descrever a morbidade de crianças pré-escolares e escolares nascidas com baixo peso, no período de 2004 a 2008, no município de Botucatu-SP.Específicos*Descrever a frequência de doenças crônicas e deficiências (motora, sensorial, cognitiva e linguagem) das crianças que apresentaram baixo peso ao nascer; *Descrever o vínculo e o acompanhamento, das crianças incluídas no estudo, nos serviços de saúde vinculados ao SUS no município - Unidades Básicas de Saúde e/ou Ambulatório do Hospital das Clínicas (HC); Método: Estudo do tipo Caso-Controle. A população de crianças nascidas de baixo peso de 2004 a 2008 (860 recém-nascidos vivos) foi considerada para o cálculo do tamanho amostral, que foi determinado baseando-se num intervalo de 95% de confiança e precisão de 9%, ficando determinado em 104 crianças. Portanto este grupo será o grupo Caso e serão selecionadas outras 104 crianças nascidas sem baixo peso nos mesmos anos, e que serão o grupo Controle.Após a anuência em participar no Projeto, serão realizadas duas etapas concomitantemente para as crianças incluídas nos grupos Caso e Controle.Na primeira etapa, a partir dos Dados do SINASC - Declaração de Nascido Vivo, as informações a seguir serão coletadas: idade da mãe na data do nascimento da criança; escolaridade materna (em anos de estudos concluídos); número de filhos em gestações anteriores, nascidos vivos e nascidos mortos; bairro ou distrito de residência; duração da gestação (em semanas) e agrupada em pré-termo (menos que 37 semanas completas), a termo (de 37 a 41 semanas completas) e pós-termo (42 ou mais semanas completas de gestação); tipo de gravidez (única, dupla ou tripla); tipo de parto (normal, cesárea, com fórceps); número de consultas pré-natal; sexo do recém-nascido (RN); índice de Apgar no 5º minuto; peso de nascimento; presença de malformação congênita e/ou anomalia cromossômica. Na segunda etapa será aplicado um questionário com questões de múltipla escolha ou dicotomicas, visando obter informações sobre antecedentes familiares (estatura, doenças cardiovasculares), e pessoais de doenças/morbidades, deficiências motoras, sensorais e cognitivas ou de linguagem e aprendizagem e como se deu o seguimento destas crianças pelo Sistema de Saúde Local. Estes dados serão complementados com informações obtidas dos prontuários dos serviços de saúde do município (UBS e HC), se necessários.O estudo pretende avaliar as condições do crescimento desse grupo de crianças nascidas com baixo peso, comparadas com o grupo controle, e auxiliar na gestão municipal da Atenção Básica em Pediatria, no Sistema Publico de Saúde, na definição de protocolos e procedimentos necessários para o melhor seguimento dessas crianças, mais especificamente daquelas com peso entre 1500 e 2500g, a fim de evitar desvios no seu crescimento e potencializar as ações em saúde para este grupo populacional.