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Efeito do treinamento intervalado de alta intensidade versus moderado contínuo nos mecanismos reflexos periféricos de controle da atividade simpática em pacientes com insuficiência cardíaca

Processo: 14/11671-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Carlos Eduardo Negrão
Beneficiário:Allan Robson Kluser Sales
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/22814-5 - Câncer e coração: novos paradigmas de diagnóstico e tratamento, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):17/25613-6 - Exercício aeróbico habitual diminui endotelina 1 e restaura a vasodilatação induzida por insulina em pacientes com diabetes tipo 2: o papel do shear stress, BE.EP.PD
Assunto(s):Insuficiência cardíaca   Células quimiorreceptoras   Mecanorreceptores   Cardiologia

Resumo

O treinamento aeróbico moderado contínuo (TMC) tem sido utilizado com sucesso na redução da atividade nervosa simpática em pacientes com insuficiência cardíaca e essa alteração autonômica parece ser explicada, pelo menos em parte, por melhora na sensibilidade dos barorreceptores arteriais, sensibilidade dos quimiorreceptores periféricos e ergorreceptores (mecano/ metaborreceptores) musculares. O treinamento intervalado de alta intensidade (TIAI), em que se alternam estímulos de alta e moderada intensidades, tem se mostrado seguro e parece sobrepujar os efeitos do TMC na melhora da função endotelial e no aumento da capacidade funcional em pacientes com insuficiência cardíaca. O que não se conhece é se o TIAI também provoca melhora nos controles reflexos periféricos que regulam a atividade nervosa simpática. E como esses efeitos do TIAI se comparam ao TMC. Para responder essa duas perguntas, pacientes com insuficiência cardíaca, idade entre 35 e 60 anos, fração de ejeção < 40%, Classe Funcional II-III da NYHA serão consecutivamente e aleatoriamente divididos em três grupos: 1) Grupo TIAI, n=15; 2) Grupo TMC, n=15 e; 3) Controle, não treinamento (Grupo NT = 15). A atividade nervosa simpática muscular será avaliada diretamente pela técnica de microneurogafia, o fluxo sanguíneo muscular por pletismografia de oclusão venosa e Ultrassom, a pressão arterial continuamente a cada batimento cardíaco por Finometer e a frequência cardíaca (FC) pelo eletrocardiograma. A sensibilidade barorreflexa arterial será avaliada pelo método espontâneo (auto-regressivo), a sensibilidade quimiorreflexa periférica por hipóxia isocápnica provocada por inalação de uma mistura gasosa (10% O2 e 90% N2) e os controles mecano/ metaborreflexo muscular por exercício passivo e oclusão circulatória após o exercício, respectivamente. Amostras de biópsias do vasto lateral da coxa serão utilizadas para análise dos mecanismos intracelulares que modulam o controle ergorreflexo muscular. Ambos os modelos de treinamento serão realizados em cicloergômetro de perna por um período de 12 semanas, com frequência de 3 vezes por semana. O TIAI será realizado em ciclos de 2 minutos de estímulo numa FC correspondente a 5% acima do ponto de compensação respiratória e 2 min numa FC correspondente ao limiar anaeróbio. O TMC será realizado numa FC correspondente ao intervalo médio entre o limiar anaeróbio e o ponto de compensação respiratória. A duração da sessão em cada modelo de treinamento será equivalente a um gasto energético de 200 quilocalorias. Os pacientes do grupo NT receberão orientação de boas práticas e auto-monitoramento de controle da insuficiência cardíaca. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PECANHA, TIAGO; MEIRELES, KAMILA; PINTO, ANA JESSICA; NUNES REZENDE, DIEGO AUGUSTO; IRAHA, AMANDA YURI; MAZZOLANI, BRUNA CARUSO; SMAIRA, FABIANA INFANTE; KLUSER SALES, ALLAN ROBSON; BONFIGLIOLI, KARINA; DE SA-PINTO, ANA LUCIA; LIMA, FERNANDA RODRIGUES; IRIGOYEN, MARIA CLAUDIA; GUALANO, BRUNO; ROSCHEL, HAMILTON. Increased sympathetic and haemodynamic responses to exercise and muscle metaboreflex activation in post-menopausal women with rheumatoid arthritis. JOURNAL OF PHYSIOLOGY-LONDON, v. 599, n. 3 NOV 2020. Citações Web of Science: 2.
PARK, LAUREN K.; PARKS, ELIZABETH J.; PETTIT-MEE, RYAN J.; WOODFORD, MAKENZIE L.; GHIARONE, THAYSA; SMITH, JAMES A.; SALES, ALLAN R. K.; MARTINEZ-LEMUS, LUIS A.; MANRIQUE-ACEVEDO, CAMILA; PADILLA, JAUME. Skeletal muscle microvascular insulin resistance in type 2 diabetes is not improved by eight weeks of regular walking. Journal of Applied Physiology, v. 129, n. 2, p. 283-296, AUG 2020. Citações Web of Science: 0.
KLUSER SALES, ALLAN ROBSON; NEGRAO, MARCELO VAILATI; TESTA, LAURA; FERREIRA-SANTOS, LARISSA; RAMALHO GROEHS, RAPHAELA VILLAR; CARVALHO, BRUNA; TOSCHI-DIAS, EDGAR; ROCHA, NATALIA GALITO; MARTINS LAURINDO, FRANCISCO RAFAEL; DEBBAS, VICTOR; RONDON, MARIA URBANA P. B.; MANO, MAX SENA; HAJJAR, LUDHMILA ABRAHAO; GEHM HOFF, PAULO MARCELO; KALIL FILHO, ROBERTO; NEGRAO, CARLOS EDUARDO. Chemotherapy acutely impairs neurovascular and hemodynamic responses in women with breast cancer. AMERICAN JOURNAL OF PHYSIOLOGY-HEART AND CIRCULATORY PHYSIOLOGY, v. 317, n. 1, p. H1-H12, JUL 2019. Citações Web of Science: 2.

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