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Influência do gênero na expressão das sintases de óxido nítrico e da endotelina no mesentério após morte encefálica em ratos

Processo: 14/12968-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2014
Vigência (Término): 31 de agosto de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Ana Cristina Breithaupt Faloppa
Beneficiário:Guilherme Konishi Kudo
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Morte encefálica   Imunidade inata   Ratos   Caracteres sexuais

Resumo

O transplante de órgãos tem evoluído como o tratamento de escolha para muitos pacientes em estágio final da doença. Entretanto, estudos clínicos evidenciam diferenças no prognóstico de curto e de longo prazo em transplantes de diferentes órgãos devidas ao gênero do doador. Evidências clínicas e experimentais ressaltam também o impacto da morte encefálica sobre a viabilidade do órgão a ser transplantado e evidenciam a importância do estado do doador nos resultados finais do transplante. A morte encefálica desencadeia a ativação do sistema imune, caracterizada pelo aumento na expressão de mediadores inflamatórios nos órgãos. Embora existam evidências de que a resposta imune (inata e adaptativa) difira entre homens e mulheres, o dimorfismo sexual não recebe atenção merecida como potencial fator para o entendimento das diferentes respostas imunes observadas entre homens e mulheres. A integridade da microcirculação é pré-requisito para uma adequada oxigenação do tecido e preservação da função do órgão, particularmente nos pacientes com disfunção orgânica na sepse e após o transplante de órgãos. As células endoteliais produzem endotelina e óxido nítrico dentre outros elementos moduladores da resposta vascular. Atribui-se à disfunção celular endotelial o gatilho da lesão de reperfusão. Na lesão por isquemia e reperfusão, a interação dos neutrófilos com o endotélio reduz a perfusão dos tecidos agravando a disfunção orgânica. Os hormônios sexuais podem exercer atividade moduladora da resposta inflamatória. A atividade inflamatória pode contribuir para a deterioração hemodinâmica e orgânica; alterações imunológicas favorecem o aparecimento posterior de fenômenos de rejeição no receptor. Os esteróides sexuais podem também exibir efeitos diretos sobre as células do sistema imune. Resultados preliminares obtidos com ratas indicaram diferenças na mobilização celular após a indução da morte encefálica. A partir da ideia de que o dimorfismo sexual existe na resposta do sistema imune à morte encefálica e que pode ser responsável pelas diferenças encontradas no prognóstico de transplantes de órgãos, o plano de estudo que ora apresentamos propõe estudar as diferenças existentes entre os gêneros na expressão das sintases do óxido nítrico e da endotelina nos vasos do mesentério em modelo de morte encefálica em ratos.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: