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O papel da neurotransmissão mediada por CRF do hipotálamo dorsomedial e ventromedial sobre a modulação de diferentes respostas comportamentais de defesa

Processo: 14/10976-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2014
Vigência (Término): 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Milena de Barros Viana
Beneficiário:Mariana Santos Carvalho de Faria Silva
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Ansiedade   Estresse psicológico   Hipotálamo médio

Resumo

Diferentes estruturas têm sido relacionadas à modulação de respostas comportamentais de defesa, que acompanham o medo e a ansiedade. Dentre estas estruturas destaca-se o hipotálamo medial. A estimulação elétrica e química desta região evoca uma série de respostas comportamentais e neurovegetativas que se assemelham àquelas desencadeadas durante um ataque de pânico. Além da ênfase em aspectos neuroanatômicos, alguns estudos nos últimos anos têm se voltado para a investigação da participação de sistemas neuroquímicos na modulação do medo/ansiedade. Neste sentido, tem sido demonstrado que a administração IP do fator liberador de corticotropina (CRF) apresenta efeito ansiogênico em modelos animais de ansiedade. Antagonistas dos receptores de CRF tipo 1 e 2 exercem efeitos contrários. Poucos estudos, entretanto, têm se voltado para a investigação dos efeitos centrais exercidos por estas classes de drogas. Em um estudo recentemente concluído, investigamos os efeitos da administração intra-hipotálamo dorsomedial (HDM) de CRF e do antagonista de receptores de CRF do tipo 1, a antalarmina, sobre o comportamento de ratos submetidos ao modelo do labirinto em T elevado (LTE). O LTE avalia a fuga dos braços abertos, uma medida naturalística, e também permite a medida de uma resposta relacionada à inibição comportamental (a esquiva inibitória dos braços abertos do modelo). Essas respostas vêm sendo respectivamente associadas, em termos de psicopatologia, ao transtorno do pânico e ao transtorno da ansiedade generalizada. Os resultados deste estudo mostraram que o CRF facilita as respostas de esquiva do LTE, sem alterar, entretanto, as respostas de fuga. Já a antalarmina prejudicou estas mesmas respostas, antagonizando também os efeitos ansiogênicos do CRF. O objetivo do presente trabalho é dar continuidade ao papel exercido pelo sistema CRFérgico do hipotálamo medial sobre as diferentes respostas comportamentais de defesa medidas pelo LTE. Para tanto, em um primeiro momento, será investigado o papel exercido por receptores do tipo 2, a partir da administração de urocortina 2 (um agonista de receptores CRF do tipo 2), de anti-sauvagina-30 e de astressina-2B (antagonistas de receptores CRF do tipo 2) intra-HDM. O papel exercido por receptores do tipo 1 e 2 de outro núcleo hipotalâmico que integra a região medial, o hipotálamo ventromedial (HVM), também será investigado, a partir da administração de CRF, antalarmina, urocortina 2, anti-sauvagina-30 e astressina-2B. Para a avaliação da atividade motora, após os testes com o LTE, os animais serão submetidos a um campo aberto. Em um segundo experimento, será investigado o efeito da estimulação seletiva desses dois núcleos hipotalâmicos, a partir da técnica de Deep Brain Stimulation (DBS), sobre o comportamento medido no modelo do LTE. Esta parte do estudo será realizada em colaboração com o grupo de pesquisa da Profa. Liana Lins Melo, da Universitat Marburg, na Alemanha. Além da análise comportamental, o projeto investigará os efeitos do DBS sobre a ativação dessas duas áreas encefálicas envolvidas com a defesa, por meio da análise da dupla marcação Fos/CRF. (AU)