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Lectina derivada de Paracoccidioides Brasiliensis confere proteção contra a Infecção por Leishmania major?

Processo: 14/13260-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2014
Vigência (Término): 31 de agosto de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunoquímica
Pesquisador responsável:Maria Cristina Roque Antunes Barreira
Beneficiário:Felipe Oliveira Boscolo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/04088-0 - Lectinas de patógenos, AP.TEM
Assunto(s):Leishmania major   Imunomodulação

Resumo

A leishmaniose é uma doença crônica que se manifesta de maneira cutânea ou visceral, e pode ser letal ao homem. Sua transmissão ocorre pela picada de flebotomíneos contendo a forma promastigota da Leishmania. No estudo de modelos experimentais, sabe-se que a resposta imune em camundongos BALB/c é caracterizada por lesões cutâneas ou manifestações viscerais progressivas acompanhadas de proliferação descontrolada do parasito, seguida de morte do hospedeiro, devido ao desenvolvimento de uma resposta imune antiinflamatória do tipo Th2. Em contra partida, camundongos resistentes (C57Bl/6) desenvolvem uma resposta Th1 pró-inflamatória, protetora contra a infecção por Leishmania. É grande a busca por terapias que visem melhorar a resposta imune do hospedeiro no combate a diversos patógenos, inclusive Leishmania, uma vez que não existem vacinas para a leishmaniose. Diversos estudos identificaram o uso de proteínas imunomoduladoras como ferramentas de ativação do sistema imune acarretando em maior resistência a algumas infecções. Nosso grupo demonstrou que uma lectina de Paracoccidioides brasiliensis (agente etiológico da paracoccidioidomicose) chamada paracoccina, com afinidade por N-acetilglicosamina, induz a produção de TNF-alfa e óxido nítrico por macrófagos murinos. Sua administração a camundongos confere proteção contra a infecção com P. brasiliensis, demonstrada por diminuição da carga fungíca e das lesões pulmonares, fatos distribuídos à indução predominante de uma resposta imune do tipo Th1, com alta produção de IFN-³. Sabendo-se que camundongos BALB/c são suscetíveis à infecção por Leishmania major devido ao desenvolvimento de uma resposta do tipo Th2, o presente trabalho tem por objetivo avaliar se o uso profilático da paracoccina confere resistência a esses camundongos, infectados com L. major. Para isso, avaliaremos se o tratamento dos camundongos com paracoccina previamente à infecção direciona o padrão de resposta para o perfil pró-inflamatório Th1, bem como acompanharemos o desenvolvimento da lesão e a carga parasitária dos camundongos infectados com L. major.