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Avaliação do efeito da superexpressão do gene Susy3 de Eucalyptus grandis em planta modelo Arabidopsis thaliana com superexpressão do gene EgCesA3

Processo: 14/12870-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 30 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal
Pesquisador responsável:Gonçalo Amarante Guimarães Pereira
Beneficiário:Rodrigo Adrián de Oliveira Abans
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Eucalipto   Arabidopsis thaliana

Resumo

No Brasil, as plantações de eucalipto movimentam um capital de cerca de 35,7 bilhões anualmente e correspondem 76% do total de florestas plantadas comercialmente, os híbridos de E. urophylla com E. grandis compõe a maioria dessas árvores. As espécies mais usadas no Brasil para melhoramento genético são E. urophylla (ampla resistência à pragas, todavia com baixa produtividade), E. globulus (alto teor de celulose e baixo de lignina) e E. grandis (características intermediárias, bom crescimento no clima tropical). A madeira é majoritariamente formada pelo xilema secundário, localizado no caule, cuja parede celular secundária é constituída principalmente de celulose. As microfibrilas de ²-(1,4)-glicose que a formam são sintetizadas no complexo transmembrana roseta, onde diferentes celuloses sintases (CesA) se organizam para receber UDP-D-glicose proveniente da catálise da sacarose pela sacarose sintase (Susy) e produzir a celulose. Em E. urophylla, foi evidenciada uma menor expressão geral das famílias gênicas CesA e Susy, pensa-se que esse diferencial está diretamente relacionado à qualidade da madeira. Assim, será inserido o gene EgSusy3 superexpressado em Arabdopsis thaliana com EgCesA3 já superexpressado para estudar a ação conjunta destes dois genes na biossíntese de celulose. Logo que se atingir a homozigose por avanço de gerações das linhagens de EgCesA3-EgSusy3 e da que contém os vetores vazios, serão feitas análises histológicas e moleculares para confirmar o sucesso e a qualidade da transformação e, também, avaliar as possíveis diferenças no conteúdo de celulose e lignina nas paredes celulares do caule e haste de A. thaliana.