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Povos sem mapa, mapas sem povo: imagens e potências da terra

Processo: 14/12206-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2014
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2017
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Eduardo Sterzi de Carvalho Júnior
Beneficiário:Eduardo Jorge de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):15/14953-5 - O artista como feiticeiro (Atrasos, sobrevivências, arcaísmos e políticas do uso da magia na imagem), BE.EP.PD
Assunto(s):Atlas   Mapeamento geográfico   Mapas   Literatura comparada

Resumo

A partir do paradigma da terra, este projeto de pesquisa objetiva explorar como a Teoria Literária se ocupa da migração de imagens, objetos, ideias e textos em um contexto histórico e geográfico a partir de uma série de ficções críticas contidas em uma obra plástica. O primeiro momento do projeto propõe uma leitura da instalação artística de Cildo Meireles, Missão/Missões - Como construir catedrais, de 1987. Estudaremos as potências ficcionais de tal obra a partir da escolha dos elementos (moeda, hóstias, ossos) nela mobilizadas para a constituição de uma ordem histórica, artística e ficcional. Na referida leitura, compararemos a estrutura da obra de Cildo com a "Prancha A", do Atlas Mnemosyne, de Aby Warburg. Em seguida, analisaremos o contexto da sua montagem em Paris, por ocasião da exposição Magiciens de la Terre (Magos da Terra), no grande hall do parque da Villete, sob a curadoria de Jean-Hubert Martin. Investigaremos o topos da terra na sua constituição cartográfica, aproximando a Teoria Literária da Ciência da Cultura (Kulturwissenschaft) tal como pensada inicialmente por Aby Warburg e retomada posteriormente por autores como Walter Benjamin, Ernst Robert Curtius, Georges Didi-Huberman, Massimo Cacciari. Finalmente, para a constituição de uma teratologia do topos da terra, percorreremos os espaços ficcionais de Missão/Missões examinando os modos de formação textual dos espaços da terra, dentro e fora do mapa e, por conseguinte, verificando como o universo literário da terra como espaço irrepresentável graficamente (povos sem mapa) conturba o espaço representativo dos atlas (mapas sem povos). (AU)