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A ferrovia como agente de globalização: estudo arqueológico transversal do complexo das oficinas da Companhia Paulista em Jundiaí-SP

Processo: 14/12473-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Histórica
Pesquisador responsável:Eduardo Romero de Oliveira
Beneficiário:Juan Manuel Cano Sanchiz
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis, SP, Brasil
Assunto(s):Arqueologia industrial   Patrimônio industrial   Patrimônio ferroviário   Globalização

Resumo

Esta é uma pesquisa sobre patrimônio ferroviário e cidade contemporânea. Esta proposta está alinhada aos interesses e objetivos do Projeto Memória Ferroviária, coordenado pelo Prof. Dr. Eduardo Romero de Oliveira, docente da Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" (UNESP). Trata-se de um trabalho de arqueologia industrial articulado em duas fases, caracterizado por sua metodologia interdisciplinar (uso contrastado das diferentes fontes disponíveis) e caráter transversal.O objetivo da primeira etapa é desenvolver um estudo de caso pioneiro com metodologia arqueológica em um setor determinado das oficinas construídas pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro em Jundiaí-SP, espaço de usos ferroviários entre 1893 e 1998, atualmente conhecido como Complexo FEPASA. A aproximação que propomos se torna fundamental para completar um registro exaustivo que permita recuperar informações contidas em seus restos materiais e oferecer novas ferramentas para sua interpretação. Concretamente, nosso projeto busca conhecer a configuração original e funcional do setor selecionado como amostra, bem como sua evolução no tempo, com vistas à reflexão sobre o espaço de trabalho contemporâneo como lugar de relação e confronto entre o homem, a tecnologia e os sistemas capitalistas.Na segunda fase, o Complexo FEPASA é utilizado como argumento na discussão internacional sobre os processos de globalização que caracterizam o mundo contemporâneo. Para tal, centramos nossa atenção na circulação de pessoas-capitais e transferência de técnicas-tecnologias em um marco do colonialismo econômico, entendendo tais processos como fatores de homogeneização que determinam a construção de um novo contexto cultural em torno do trem e da sociedade industrial.

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