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A relação entre narrativa poética, memória e esquecimento em Memória de Elefante, de António Lobo Antunes

Processo: 14/05044-9
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Acordo de Cooperação: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Márcio Scheel
Beneficiário:Daniella Sigoli Pereira
Instituição Sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Narrativa   Romance   Memória (psicologia)   Esquecimento   Escritores
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:esquecimento | memória | Memória de Elefante | narrativa poética | Romance | Romance Lírico | Teoria da Narrativa

Resumo

No projeto que ora se apresenta o foco de análise é o estudo da memória e do esquecimento, percebendo de que maneira tais elementos se relacionam e se apresentam em Memória de Elefante, de modo a fazer com que tal narrativa possa se aproximar daquilo que Tadié (1994) define como narrativa poética. Para o autor, este tipo de narrativa utiliza-se ao mesmo tempo dos recursos da poesia e do romance, tornando-se, entretanto, livre da versificação exigida no primeiro (ainda que sem perder o ritmo, sendo este regido pelas interrupções memorialísticas e pela solidão marcada durante toda narrativa) e da linearidade, que seria a característica fundamental do segundo. Os elementos que podem contribuir para tal construção, mas não necessariamente fazer com que uma narrativa se torne poética, e que serão abordados nesse projeto, referem-se à subjetivação do tempo e à utilização de uma linguagem narrativa-descritiva altamente figurada, principalmente pelo uso da metáfora e da metonímia. A subjetivação do tempo pode ser observada no modo como o protagonista de Memória de Elefante, por meio do monólogo interior, interrompe o discurso ordenado e objetivo do narrador para apresentar suas lembranças involuntárias, causando, assim, um discurso que pode ser entendido, em alguns momentos, como fragmentário. Do mesmo modo, tal procedimento permite que dois outros elementos essenciais ao entendimento da narrativa poética se manifestem no romance, a saber, a solidão e a incomunicabilidade na qual se encontra o protagonista. Quanto ao processo de figuração da narrativa, a utilização de metáforas e metonímias para a construção de espaços e personagens faz com que as descrições se convertam em um emaranhado de sofisticadas e complexas imagens, que significam, ainda de acordo com Tadié (1994), a criação de um outro mundo literário, menos lógico, ordenado e racional. Tais relações e desencadeamentos criados a partir da memória e do esquecimento se dão, portanto, em função de elementos linguísticos e discursivos que irão se aprofundar e se expandir ao longo da produção literária do autor português. Assim, o objetivo central deste trabalho é estudar e demonstrar como tais elementos aparecem configurados na narrativa de Memória de Elefante, criando um discurso que, ainda que timidamente, põe a perder a figura totalizante e ordenadora do narrador, para dar lugar à focalização interna atrelada à figura do personagem principal. (AU)

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
PEREIRA, Daniella Sigoli. A relação entre narrativa poética, memória e esquecimento em Memória de elefante, de António Lobo Antunes. 2016. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual Paulista (Unesp). Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas. São José do Rio Preto São José do Rio Preto.

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