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Dinastias políticas brasileiras: rupturas e continuidades da política mato-grossense 1930-1964

Processo: 13/23178-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 04 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Maria Teresa Miceli Kerbauy
Beneficiário:Larissa Rodrigues Vacari de Arruda
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):15/23791-9 - Instituições brasileiras em perspectiva comparada (1891-1967), BE.EP.DR
Assunto(s):Mato Grosso   Poder local   Poder familiar

Resumo

No estado de Mato Grosso, famílias perpetuaram-se no poder por longos anos, uma vez que o grupo familiar constitui-se uma forma de acesso aos cargos públicos. Caso exemplar foi o da família Corrêa da Costa, que esteve no comando do governo estadual por diversas vezes desde o Império até o ano de 1966. Outro exemplo foi da família Ponce, oligarquia estabelecida na Primeira República e que teve membros no governo de Mato Grosso até 1961, principalmente após união com a família Müller, cujo principal membro foi Filinto Müller. Os políticos no estado adaptavam-se à política nacional, com a finalidade de sua manutenção no poder, de modo que, na primeira metade do século XX ocorreu renovação e continuidade destes grupos. Estudar a política em Mato Grosso - além de um esforço quase inédito, devido as poucas pesquisas - é também elucidar os padrões da política nacional, apresentado a complexidade do todo. A presente pesquisa tem como objetivo analisar as especificidades das elites mato-grossenses e suas consequências para as práticas políticas no estado entre os anos de 1930-1964. Para isso, faz-se necessário caracterizar quem foram as elites, já que a bibliografia não apresenta com clareza os critérios de identificação das elites. Selecionado os grupos dirigentes, é necessário analisar suas especificidades e verificar sua influência na política estadual, bem como explicitar possíveis relações com o coronelismo. Portanto, nos fundamentamos na seguinte pergunta de pesquisa: quais foram os grupos que dirigiram a política de Mato Grosso e quais as diferenças de liderança ocorridas entre os anos de 1930 até 1964? O referencial teórico utilizado será o da Teoria das Elites, do Poder Local e Neoinstitucionalismo Histórico. (AU)