| Processo: | 14/18471-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2016 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia |
| Acordo de Cooperação: | NERC, UKRI |
| Pesquisador responsável: | Carlos Alfredo Joly |
| Beneficiário: | Marina Maria Moraes de Seixas |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 12/51872-5 - ECOFOR: Biodiversidade e funcionamento de ecossistemas em áreas alteradas pelo homem nas Florestas Amazônica e Atlântica, AP.BTA.TEM |
| Assunto(s): | Ecofisiologia vegetal Troca gasosa Fragmentos florestais Florestas tropicais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Fapesp | Fragmentação | Leaf traits | Programa BIOTA | Projeto ECOFOR | Ecofisiologia Vegetal |
Resumo As Florestas Tropicais detêm metade do estoque de carbono na vegetação do mundo e produzem 34% da produtividade bruta primária em sistemas terrestres em todo o planeta, o que representa a maior contribuição para a produtividade da Terra de um único bioma e é representa quatro vezes a contribuição das florestas boreais e temperadas combinados. Ao mesmo tempo, as florestas tropicais detêm altos índices de biodiversidade, constituindo-se em hotspots para quase todos os grupos de plantas e de animais. Mesmo assim são altamente ameaçadas por atividades humanas, apresentando taxas de desmatamento de 8 - 10 milhões de hectares ano-1 de 2000 a 2010. As florestas remanescentes já foram degradados pela sobre-exploração de madeira e de recursos não-madeireiros, pela fragmentação e o consequente isolamento e efeitos de borda, e pelas mudanças climáticas globais. A degradação florestal resulta em um contínuo declínio nos serviços ambientais decorrentes dos níveis crescentes e insustentáveis dos impactos humanos. Entretanto, a maioria das pesquisas sobre a contribuição de Florestas Tropicais para o sistema Terra concentrou-se em habitats conservados, geralmente pouco alterados, sendo impossível extrapolar os resultados, por exemplo de ciclagem de nutrientes e estoques de carbono, destas áreas pristinas para Florestas Tropicais modificadas pelo homem (HMTF). O Projeto visa: 1) estabelecer a primeira rede de sites de estudo intensivo e acompanhamento a longo prazo, ao longo de um gradiente de florestas intactas e alteradas na Amazônia, e melhorar significativamente a rede de sites de áreas alteradas e intactas na Mata Atlântica; 2) complementar este sites de estudo intensivo com uma rede de parcelas em diversas microbacias na Amazônia e na Mata Atlântica, quer permitirá extrapolar dados de biodiversidade, estoques de carbono e serviços ambientais para o nível da paisagem; 3) desenvolver uma visão integrada ao longo de gradientes de alteração humana, que permita uma abordagem multi-escalar espacial e temporal. O projeto focará quatro tipos de floresta ao longo de um gradiente de perturbação amplo, incluindo os dois processos predominantes de degradação: corte seletivo e incêndios. O estudo intensivo será realizado em dois conjuntos de parcelas: as parcelas Programa Biota no Parque Estadual da Serra do Mar da porção nordeste do estado de São Paulo, e parcelas na região de Santarém-Belterra na Amazônia. Os resultados esperados vão contribuir significativamente com o estabelecimento de hipóteses sobre as consequências funcionais de mudanças em comunidades de plantas e pássaros, aqui utilizados como indicadores de biodiversidade, após alterações humanas em florestas tropicais. O projeto vai deixar um legado importante, tanto em conhecimento como em e infraestrutura, que vai continuar contribuindo com o avanço de nossa compreensão das HMTFs após a conclusão deste estudo, uma vez que as parcelas estudadas passarão a ser utilizadas para o monitoramento de longo prazo na Amazônia e na Mata Atlântica. No âmbito desta chamada específica NERC-FAPESP HMTFs os dados e os resultados serão também comparados com os do Projeto SAFE, na Malásia. (AU) | |
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