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Sarton, Kuhn e a história da ciência

Processo: 13/20172-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Epistemologia
Pesquisador responsável:José Carlos Pinto de Oliveira
Beneficiário:Amélia de Jesus Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):História da ciência

Resumo

Em nossa tese de doutorado recém-defendida, Duhem e Kuhn: continuísmo e descontinuísmo na história da ciência (2012), procuramos mostrar a impropriedade de um quadro usualmente fornecido da distinção entre a nova historiografia de Kuhn (para a qual a compreensão de revoluções científicas é inerente) e a historiografia mais antiga (marcada pela omissão das revoluções científicas e pelo crescimento cumulativo, do qual Duhem é apresentado como representante). Com a crítica a esse quadro, a questão que permanece é: a partir de quais bases a oposição entre a nova e a mais antiga historiografia pode ser mantida na obra kuhniana, sem os pressupostos dados por outros historiadores e críticos da historiografia da ciência? Seria possível a identificação de um típico representante da historiografia antiga que nos permitisse, por diferenciação, compreender melhor a nova historiografia? Seguindo algumas indicações do próprio Kuhn, voltamo-nos para a investigação da obra de George Sarton. Embora ainda citado invariavelmente como um incansável trabalhador para a criação e desenvolvimento da disciplina de História da Ciência, Sarton tem recebido, nas últimas cinco décadas, pouca atenção em análises dedicadas exclusivamente à sua obra. As referências a seu papel na história da ciência parecem configurar comumente reiterações da crítica à historiografia tradicional, advindas com a nova historiografia da ciência. Nossa proposta de trabalho é investigar concepções históricas de George Sarton e Thomas Kuhn, discutindo suas confluências e divergências. Ao fazer isso, procuramos lançar alguma luz sobre a chamada "revolução historiográfica", cujos estudiosos, têm, cada vez mais, desqualificado o trabalho de Sarton como historiador, supostamente em decorrência das concepções de Kuhn.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
AMÉLIA DE JESUS OLIVEIRA. A Obra Científica de Leonardo da Vinci: Controvérsias na Historiografia da Ciência. Trans/Form/Ação, v. 39, n. 2, p. 53-86, Jun. 2016.

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