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Reforço positivo e abstinência à cocaína: suas consequências no sistema colinérgico muscarínico

Processo: 14/09230-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2014
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Tania Marcourakis
Beneficiário:Raphael Caio Tamborelli Garcia
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Reforço positivo   Cocaína

Resumo

O reforço positivo e o negativo constituem processos onde a presença e a remoção de um estímulo, respectivamente, aumentam a frequência de um comportamento. Ambos estão intimamente associados à dependência de diversas drogas de abuso, como a cocaína, levando a alterações da concentração de dopamina, especialmente no corpo estriado. No entanto, pouco se sabe a respeito das alterações que ocorrem no sistema colinérgico muscarínico, tampouco sua relação com o sistema dopaminérgico, na autoadministração/compulsão e na abstinência à cocaína, objetivo deste projeto. O principal enfoque deste estudo é compreender como os processos neuroadaptativos que permeiam o efeito reforçador positivo e a retirada da droga modulam o sistema colinérgico muscarínico. Para tanto, serão realizados ensaios in vitro, utilizando slices de estriado e hipocampo, onde será avaliado o efeito da exposição intermitente (seis exposições) de diferentes concentrações de dopamina no sistema colinérgico muscarínico, imediatamente após e uma hora após a última exposição. Este ensaio simula o mecanismo comum a muitas drogas de abuso: o aumento intermitente de dopamina no sistema mesocorticolímbico e sua diminuição na abstinência. Serão realizados ensaios in vivo que mimetizem ou forneçam indícios do efeito reforçador positivo e da abstinência à cocaína: autoadministração e paradigma do escalonamento de dose (desejo/compulsão) e labirinto em cruz elevada (na abstinência). Após as análises comportamentais, o caudado-putâmen, a amígdala e o hipocampo serão removidos para análise. Em ambos os ensaios serão empregadas as técnicas de immunoblotting e PCR em tempo real para avaliar o sistema dopaminérgico (receptores D1 e D2, e, nos ensaios in vivo, as enzimas relacionadas com a dopamina: AADC, VMAT2 e MAO-A/B), as enzimas relacionadas com a acetilcolina (ChAT, VAChT e AChE) e o sistema colinérgico muscarínico (receptores M1, M2, M3, M4 e M5). Será realizada ainda a análise proteômica por espectrometria de massas dos receptores como um parâmetro confirmatório e complementar aos ensaios anteriores, permitindo elucidar o funcionamento do sistema colinérgico muscarínico frente aos efeitos reforçadores da cocaína. (AU)

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