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Contribuição da epigrafia aos estudos das fronteiras no mundo antigo: Tasos em período Arcaico e Clássico

Processo: 14/15950-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2014
Vigência (Término): 01 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Histórica
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Maria Beatriz Borba Florenzano
Beneficiário:Daniela Bessa Puccini
Instituição-sede: Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/54583-1 - A organização da khóra: a cidade grega diante de sua hinterlândia, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):15/15067-9 - Percursos e trajetórias na construção dos espaços em Tasos em época arcaica e clássica: levantamento da documentação primária, BE.EP.PD
Assunto(s):Arqueologia da paisagem   Cidades históricas   Grécia Antiga   Território

Resumo

Esta pesquisa se propõe a discutir o conceito de fronteira a partir da função desempenhada pelas vias terrestres - ruas e estradas - e pelo mar na pólis de Tasos em época arcaica e clássica. Através da análise de três documentos epigráficos - a Estela do Porto, a Estela de Aliki e as Leis sobre o Comércio do Vinho e do Vinagre -, datados entre o início e o fim do século V a.C., as ruas, estradas e o mar serão discutidos à luz dos novos conceitos desenvolvidos nos estudos sobre fronteiras no mundo antigo. Segundo Whittaker (1997 : 59) e Machado (1998 : 41-2), a fronteira não é somente o limite de um território, mas também o ponto a partir do qual a pólis se expande. Em se tratando de uma ilha, que por definição tem como fronteira mais imediata a sua costa, serão discutidos o conceito de território marítimo e de peraia, as posses de Tasos no continente trácio, como elementos de expansão da fronteira insular. O mar e as vias constituem-se deste modo como fronteiras e conexões, sendo o lugar onde ocorrem os contatos e as trocas que dão dinamismo à vida da pólis (idem). Vão, deste modo, estabelecer a integração e a articulação entre os diversos espaços políades: a cidade insular à peraia, a zona urbana à rural, os santuários da ásty àqueles da khóra, o núcleo urbano às komai. No espaço da ásty, as vias vão ligar o exterior ao interior, os espaços públicos, privados e sagrados, o oikos à pólis, o mundo do trabalho ao da fruição. Elas vão proporcionar o contato entre gregos e não gregos, os habitantes da zona urbana àqueles da zona rural, homens e mulheres, cidadãos, homens livres e escravos. É neste espaço dinâmico da vida cotidiana da pólis que serão criados instrumentos que disciplinam a vida comum na cidade. (AU)