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Fenologia e filogenias como ferramentas para o entendimento dos efeitos das mudanças climáticas nos trópicos

Processo: 14/13899-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 30 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Leonor Patricia Cerdeira Morellato
Beneficiário:Vanessa Graziele Staggemeier
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro, SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):16/02312-8 - Combinando a distribuição das plantas e sua fenologia para predizer os potenciais efeitos das mudanças climáticas nos trópicos, BE.EP.PD
Assunto(s):Ecologia evolutiva   Filogenia   Mudança climática   Fenologia   Floração

Resumo

Alterações no clima podem afetar a fenologia das plantas resultando em deslocamentos temporais, como a antecipação ou atraso da reprodução, com sérias consequências tanto para os animais que dependem de flores e frutos quanto para a própria comunidade vegetal, pois sua dinâmica e dispersão serão afetadas, alterando em longo prazo a composição e distribuição geográfica das espécies. Os efeitos das mudanças climáticas na fenologia de plantas tropicais ainda não são bem entendidos devido a carência de estudos de longa duração que permitam avaliar mudanças nas respostas fenológicas ao longo do tempo. Neste sentido, este projeto usará duas abordagens alternativas como ferramentas para entender e predizer os potenciais efeitos das mudanças climáticas nos trópicos, tendo a Floresta Atlântica e a família Myrtaceae como estudos de caso. Como os dados fenológicos atualmente disponíveis são registros detalhados para escalas locais e por curto período de tempo, a primeira alternativa é avaliar o sinal filogenético no traço fenológico identificando quais famílias ou gêneros tropicais seriam mais sensíveis às alterações globais por apresentarem uma fenologia mais conservativa e relacionada a um nicho ecológico restrito. Nós faremos esta análise utilizando dados fenológicos já coletados em 11 áreas de Floresta Atlântica à luz da reconstrução evolutiva destas comunidades. A segunda alternativa a ser aplicada aqui é o uso combinado de informações fenológicas e da ocorrência das espécies obtidas a partir de grandes coleções biológicas (herbários) em modelos de distribuição de nicho ecológico. Nessa abordagem nós focaremos na família mais importante desse hostspot, Myrtaceae, utilizando cerca de 15 mil registros para aproximadamente 70 espécies (dados não publicados) predizendo o tamanho, o deslocamento e direção de mudança na distribuição geográfica desse grupo frente aos cenários climáticos futuros. Nosso estudo proporcionará uma avaliação abrangente de como as mudanças climáticas poderão afetar o funcionamento e a dinâmica das florestas tropicais. (AU)

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