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Efetividade de duas ações de promoção da saúde - estimulação cognitiva presencial e à distância - na manutenção da capacidade cognitiva e capacidade funcional de idosos de uma coorte populacional em grande centro urbano

Processo: 14/18389-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Convênio/Acordo: CNPq - PPSUS
Pesquisador responsável:Luiz Roberto Ramos
Beneficiário:Ana Cláudia Bonilha
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/50084-9 - Efetividade de duas ações de promoção da saúde - estimulação cognitiva presencial e a distância - na manutenção da capacidade cognitiva e funcional de idosos de uma coorte populacional assistidos na atenção, AP.PP.SUS
Assunto(s):Idosos   Inclusão digital   Terapia cognitiva

Resumo

O futuro do sistema de saúde brasileiro, tanto público como privado, passa pelo equacionamento das ações em saúde voltadas para a crescente população de idosos. O envelhecimento populacional e a consequente emergência das DCNT propiciaram um novo paradigma em saúde, no qual não podemos almejar a cura e sim o controle da evolução dessas doenças, visando, basicamente, a manutenção da capacidade funcional, entendida como a capacidade de manter uma vida independente e autônoma na comunidade. As perdas funcionais que acometem os idosos são, sabidamente, o principal fator de risco para morte e institucionalização dos mesmos. Neste contexto, as ações de promoção de saúde passam a ser uma das principais armas para se tentar prevenir ou amenizar as perdas funcionais de idosos. O Ministério da Saúde, na sua política de gerenciamento das DCNT enfatiza a necessidade de promover hábitos de vida saudáveis e controlar diversos fatores que podem comprometer a capacidade funcional desses idosos como, por exemplo, a inatividade física, a alimentação desbalanceada e os hábitos nocivos como tabagismo e o etilismo. Várias ações de promoção da saúde vêm sendo desenvolvidas neste sentido, porem pouco se sabe sobre a eficácia das mesmas na prevenção das perdas funcionais e consequentemente, na prevenção da mortalidade precoce ou da institucionalização do idoso. Nosso estudo de coorte observacional, iniciado em 1991, mostrou que perda da independência nas chamadas atividades da vida diária e as perdas cognitivas, são dois fatores, potencialmente evitáveis, que aumentam muito o risco de morte. O presente estudo visa analisar a eficácia de ações de promoção da saúde na prevenção das perdas funcionais decorrentes do comprometimento cognitivo dos idosos. O objetivo é avaliar a cognição de idosos de uma coorte urbana utilizando, além do MEEM incluído na avaliação geriátrica ampla da coorte, uma bateria neuropsicológica e a escala CDR (Clinical Dementia Rating), classificando os idosos em: cognitivamente normais (CDR=0); com comprometimento cognitivo leve (CDR=0,5); e com quadros de demência (CDR=1/2/3). Os dois primeiros grupos serão submetidos um estudo clínico de intervenção para avaliar duas ações de estimulação cognitiva, visando prevenir a perda funcional e a piora cognitiva. Uma das ações será por meio de sessões semanais de terapia neurocognitiva para estimulação de memória, paralelas ao atendimento médico, a outra terá sessões de monitoria para inclusão digital, realizadas no próprio centro de atendimento (CEE). Um grupo de controle terá somente o acompanhamento médico regular na atenção básica oferecido a todos os incluídos no estudo. A efetividade das ações de estimulação cognitiva será avaliada pela: taxa de conversão dos sujeitos normais e limítrofes em casos de demência e pela perda de independência nas atividades de vida diária, analisando segundo os grupos de estudo, controlados os demais fatores intervenientes. (AU)