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Influência de compostos químicos das plantas na tomada de decisão para o forrageio e melhorias no controle de Atta sexdens rubropilosa (Hymenoptera: Formicidae)

Processo: 14/06901-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2015
Vigência (Término): 30 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Odair Correa Bueno
Beneficiário:Amanda Aparecida Carlos
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Controle químico   Entomologia agrícola   Formigas cortadeiras

Resumo

As formigas-cortadeiras são consideradas as mais derivadas entre os Formicidae: Myrmicinae cultivadoras de fungo e, graças ao seu polimorfismo e polietismo etário, estabeleceram estratégias de forrageamento que garantiram a elas um grande sucesso ecológico. Elas se destacam pela capacidade de produzirem seu próprio alimento, característica rara entre os animais, graças a simbiose com o fungo Leucoagaricus gongylophorus. Isto permite explorar ampla variedade de recursos vegetais, cujas operárias coletam material de diversas fontes, porém são seletivas na escolha do material adequado tanto para elas como para o desenvolvimento de seu fungo simbionte. Elas também se destacam economicamente, principalmente quando ocorrem nas grandes culturas agrícolas e reflorestamentos, geralmente constituídas de espécies introduzidas que favorecem o aumento da densidade populacional sendo, portanto, consideradas verdadeiras pragas. Diversas pesquisas abordaram os fatores que influenciam a coleta do material vegetal durante o forrageamento. O fator químico é fundamental na escolha das plantas, contudo ainda existem controvérsias sobre o seu real papel na seletividade. Outro ponto a ser ressaltado é a dificuldade no controle das formigas cortadeiras, devido ao comportamento social e no uso de ingredientes ativos que não são efetivos para burlar esse comportamento. O mal uso de inseticidas pode estimular respostas comportamentais das operárias resultando no reconhecimento de compostos prejudiciais a elas. Na atualidade as iscas tóxicas utilizadas no controle de formigas-cortadeiras são confeccionadas com polpa cítrica, subproduto da industrialização da laranja. Se ocorrer falha no combate a um ninho, as operárias param de coletar a isca e só retornam após um período de 90 a 120 dias. Elas apresentam uma "memória coletiva" devido a associação dos efeitos danosos da isca e seus componentes, necessariamente não é com o ingrediente ativo. Na tentativa de evitar o comportamento de rejeição pelas formigas de novos ingredientes ativos ou compostos atrativos presentes nas iscas, sugere-se analisar a possibilidade do uso de rotatividade de atrativos, visando que a isca seja continuamente carregada pelas formigas, tornando o controle mais efetivo. No presente estudo, propõe-se esclarecer do ponto de vista químico, o que é mais significativo para as operárias na escolha do material durante o forrageamento: a atratividade ou a repelência. Associado a isto, pretende-se analisar novas propostas de controle, realizando testes de atratividade com plantas alternativas para serem utilizadas na formulação de iscas tóxicas. Para isso, primeiramente, serão analisadas duas plantas com características distintas: uma muito atrativa, Acalypha wilkesiana (exótica) e outra repelente (ou pouco atrativa), Tocoyena formosa (típica de Cerrado). As plantas terão o perfil químico descrito, bem como estabelecer o que confere a atratividade ou a repelência para operárias de Atta sexdens rubropilosa. Posteriormente, pretende-se analisar as respostas das operárias frente aos extratos dessas plantas contendo os compostos químicos atrativos ou repelentes. Serão observados o grau de importância na seletividade pelas formigas e como ocorre o reconhecimento da informação sobre a qualidade do material vegetal coletado por subcastas operárias. Subprodutos da industrialização do caju (Anacardium occidentale) e da soja (Glicine max) serão avaliados em laboratório e no campo quanto a sua atratividade e potencial uso na confecção de iscas granuladas. Ampliar os conhecimentos sobre as interações formigas cortadeiras e plantas poderá contribuir para o entendimento do complexo sistema social e poderá fornecer subsídios para tornar os métodos de controle mais eficientes. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CARLOS, AMANDA APARECIDA; MALAQUIAS, KARLA DA SILVA; CONSOLMAGNO, RAFAEL CAMARGO; FRANCESCHINI SARRIA, ANDRE LUCIO; FERNANDES, JOAO BATISTA; BUENO, ODAIR CORREA. Virola sebifera Aubl. (Myristicaceae) leaf chemical composition and implications on leaf-cutter ant foraging choice. ARTHROPOD-PLANT INTERACTIONS, v. 12, n. 3, p. 361-368, JUN 2018. Citações Web of Science: 0.

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