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A relação entre representação histórica e experiência: um estudo crítico da tradição narrativista

Processo: 14/17263-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2014
Vigência (Término): 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - Teoria e Filosofia da História
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Jose Antonio Vasconcelos
Beneficiário:Marcus Vinícius de Moura Telles
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Narrativa   Estudo comparativo

Resumo

Este projeto de pesquisa propõe o estudo da relação entre representação e experiência na obra de três autores centrais da tradição "narrativista": Hayden White, Louis Mink e Frank Ankersmit. Embora as proposições destes autores sejam, com razão, mais conhecidas pelos esclarecimentos sobre a atuação da linguagem na representação histórica, e embora o interesse explícito pela experiência seja mais recente na teoria da história, pouco se percebeu o quanto as obras de Mink e White apontam para a tese de que a narrativa expressa ao menos dois elementos inseparáveis de qualquer experiência humana do mundo: as emoções e a temporalidade. Também Ankersmit, uma geração mais jovem, e neste caso explicitamente, busca articular a "lógica narrativa" de seus primeiros textos com a "experiência histórica" dos subsequentes. Esta nova compreensão da tradição narrativista será alcançada por meio de um mapeamento minucioso de dois de seus aspectos usualmente negligenciados: em primeiro lugar, dos diferentes empregos de conceitos polissêmicos, e, em segundo, das variações de ênfase entre ética, estética e epistemologia. Baseando-nos em, e dialogando com, este trabalho de história intelectual, avançaremos a hipótese teórica segundo a qual é necessário efetivar duas distinções logicamente requeridas, mas não realizadas, pelos autores: entre representações "mentais" e "materializadas" e entre experiências "fracas" e "fortes", i.e., mediadas e não-mediadas linguisticamente. O que estas distinções, mapeadas ou projetadas, terão exibido ao longo do trabalho será dito na conclusão por meio da elaboração do "melhor argumento narrativista", que, por sua vez, mostrará com clareza as lacunas e aporias do debate, acerca das quais se ensaiará soluções. (AU)